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Mudanças na pelve revelam como humanos se tornaram bípedes

Estudo revela adaptações na pelve humana que permitiram o bipedalismo e o nascimento de bebês com cérebros grandes, transformando a compreensão da evolução

Humanos têm caminhado sobre duas pernas por milhões de anos. (Foto: Nick Veasey/SPL via Alamy)
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  • Pesquisadores mapearam mudanças na pelve humana que permitiram a locomoção bípede e o parto de bebês com cérebros grandes.
  • O estudo foi publicado na revista Nature em 27 de agosto.
  • A pesquisa comparou o desenvolvimento embrionário da pelve entre humanos e outros mamíferos, revelando alterações significativas.
  • Duas etapas-chave foram identificadas na formação do ílio, um dos ossos da pelve: a primeira ocorre após sete semanas de gestação e a segunda a partir da 24ª semana.
  • As adaptações estruturais na pelve são fundamentais para a evolução humana e oferecem novas perspectivas sobre fósseis de hominídeos antigos.

Pesquisadores revelaram mudanças estruturais na pelve humana que possibilitaram a locomoção bípede e o parto de bebês com cérebros grandes. O estudo, publicado na revista *Nature* em 27 de agosto, mapeou dois passos evolutivos únicos durante o desenvolvimento embrionário.

A pelve é uma estrutura comum a todos os vertebrados, mas apenas os humanos a utilizam para caminhar eretos. A evolução do bipedalismo humano remonta a aproximadamente 5 milhões de anos, mas os detalhes desse processo evolutivo eram pouco compreendidos. A pesquisa comparou o desenvolvimento embrionário da pelve entre humanos e outros mamíferos, identificando alterações significativas.

Tracy Kivell, paleoantropóloga do Instituto Max Planck, destacou que as mudanças na pelve são fundamentais para a locomoção bípede. O estudo também oferece novas perspectivas sobre fósseis de hominídeos antigos, como os Denisovanos. Terence Capellini, geneticista do desenvolvimento da Universidade de Harvard, enfatizou a diferença dramática entre a pelve humana e a de primatas como chimpanzés e gorilas.

Os pesquisadores analisaram amostras de pelves humanas em diferentes estágios de desenvolvimento, além de embriões de primatas preservados em museus. O foco foi na formação do ílio, um dos ossos da pelve que suporta órgãos internos e estabiliza a caminhada.

Duas etapas-chave foram identificadas no desenvolvimento do ílio humano. A primeira ocorre na formação inicial da cartilagem, onde, após sete semanas de gestação, a cartilagem se desenvolve como uma haste vertical. A segunda etapa, que acontece a partir da 24ª semana, envolve a ossificação da cartilagem, com a formação de células ósseas que mantêm a forma da pelve, permitindo a locomoção bípede. Essas adaptações estruturais foram cruciais para a evolução humana.

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