- A COP30 ocorrerá em Belém, Brasil, em novembro de 2025, após impasse na COP29 em Baku, Azerbaijão.
- O objetivo é mobilizar US$ 1,3 trilhão anuais até 2035 para nações em desenvolvimento, superando a meta anterior de US$ 300 bilhões.
- Brasil e Azerbaijão elaborarão um Mapa do Caminho, que servirá como guia para alcançar a nova meta, sem necessidade de consenso entre os países.
- O Mapa incluirá consultas com o Círculo de Ministros de Finanças e contribuições de 36 países, além de instituições como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.
- Entre as prioridades estão redirecionar US$ 1 trilhão de subsídios para combustíveis fósseis e aumentar o financiamento privado, que em 2022 foi de apenas US$ 21,9 bilhões.
Após o impasse financeiro na COP29, realizada em Baku, Azerbaijão, a COP30, agendada para novembro em Belém, terá a responsabilidade de avançar na Nova Meta Coletiva de Financiamento Climático. O objetivo é mobilizar US$ 1,3 trilhão anuais até 2035 para nações em desenvolvimento, superando o compromisso de US$ 300 bilhões estabelecido em Baku.
Os países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) não poderão reabrir o acordo anterior. Assim, Brasil e Azerbaijão foram designados para elaborar um Mapa do Caminho, que servirá como guia para alcançar a nova meta. Este documento, que não possui caráter vinculante, poderá ser mais ambicioso, pois não requer consenso entre os mais de 190 países participantes.
A construção do Mapa do Caminho envolverá consultas com o Círculo de Ministros de Finanças, coordenado por Fernando Haddad, e incluirá contribuições de 36 países, além de instituições como o Banco Mundial e o FMI. O plano deverá ser apresentado em Belém, com indicadores e um calendário de implementação até 2035.
Desafios e Prioridades
Entre as prioridades estão o redirecionamento de US$ 1 trilhão atualmente destinados a subsídios para combustíveis fósseis e a criação de novas taxações sobre setores poluentes. A reforma dos bancos multilaterais de desenvolvimento também é essencial para aumentar o financiamento para adaptação climática. Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa, destaca que essas medidas são cruciais para corrigir distorções no sistema atual.
A mobilização do capital privado é um desafio significativo. Em 2022, os fluxos de financiamento climático totalizaram US$ 115,9 bilhões, com apenas US$ 21,9 bilhões provenientes do setor privado. Tatiana Sasson, da Lightrock, observa que, embora 65% dos investidores tenham aportes climáticos, menos de 20% desse volume chega a países em desenvolvimento.
O programa Eco Invest, do Tesouro Nacional, é um exemplo de como mitigar riscos e atrair capital privado para a transição ecológica. A experiência já chamou a atenção do Banco Interamericano de Desenvolvimento, que planeja replicá-la em outros países da América Latina.
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