- James Scriven, CEO do Banco Interamericano de Desenvolvimento Invest (BID Invest), anunciou a meta de mobilizar US$ 1,3 trilhões em investimentos climáticos.
- A proposta foi apresentada durante o Climate Day da B3, em São Paulo, antes da COP30.
- Scriven destacou que há centenas de trilhões de dólares disponíveis globalmente, mas é necessário criar um ambiente favorável para atrair esses recursos ao Brasil.
- O programa Eco Invest Brasil, em parceria com os governos do Brasil e Reino Unido, busca abrir leilões públicos de financiamento misto para facilitar o acesso a capital.
- A vice-presidente da B3, Ana Buchaim, alertou que a emergência climática pode comprometer até 27% do PIB global e ressaltou o potencial do Brasil em soluções climáticas.
James Scriven, CEO do BID Invest, anunciou a intenção de mobilizar US$ 1,3 trilhões em investimentos climáticos, destacando a necessidade de um ambiente favorável para que esses recursos se tornem comuns, e não exceções. A proposta foi apresentada durante o Climate Day da B3, em São Paulo, evento que antecede a COP30.
Scriven enfatizou que existem centenas de trilhões de dólares disponíveis globalmente para apoiar soluções climáticas, especialmente no hemisfério norte. No entanto, o desafio reside em transformar esses recursos em investimentos viáveis no Brasil. Ele destacou a importância de melhorar a infraestrutura digital e física para facilitar esse fluxo de capital.
Iniciativas em Foco
Uma das iniciativas mencionadas foi o Eco Invest Brasil, um programa em parceria com os governos do Brasil e Reino Unido, que visa abrir leilões públicos de financiamento misto. Essa abordagem busca atrair fontes de capital mais acessíveis, especialmente para regiões carentes de investimentos climáticos. Scriven ressaltou que o setor privado desempenha um papel crucial nesse processo, pois a maioria dos produtos e serviços é gerida por empresas.
O BID Invest está focado em criar acordos viáveis que garantam um fluxo contínuo de capital, reduzindo riscos para investidores. Isso envolve a criação de condições que tornem os mercados emergentes, como o Brasil, mais atraentes para o investimento internacional. A colaboração entre o setor público e privado é essencial para desenvolver projetos que sejam considerados seguros e atraentes.
O Papel da COP30
Durante o evento, a vice-presidente da B3, Ana Buchaim, destacou a urgência da emergência climática, afirmando que o risco pode comprometer até 27% do PIB global. Ela ressaltou que o Brasil possui uma combinação única de recursos naturais e políticas que o posicionam como líder em soluções climáticas.
Viviane Romeiro, do Centro Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), comentou sobre a evolução das conferências climáticas, que agora incluem diversos setores produtivos. Paula Kovarsky, conselheira da Sustainable Business COP30, enfatizou a importância de traduzir as vantagens competitivas do Brasil em uma linguagem que atraia investimentos, garantindo que o capital chegue onde é realmente necessário.
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