- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a COP 30, Conferência do Clima da ONU, será “a COP da verdade” e “a COP da virada”.
- O evento ocorrerá em novembro em Belém, no Pará, e abordará a urgência de ações climáticas e compensação por serviços ambientais.
- Lula destacou que a conferência pode ser a última oportunidade para evitar uma ruptura irreversível no sistema climático.
- O presidente também expressou apoio à soberania do Panamá, mencionando ameaças dos Estados Unidos sobre o controle do Canal do Panamá.
- Ele incentivou o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, a participar do fundo “Florestas Tropicais para Sempre”, que será lançado durante a COP 30.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quinta-feira, 28, que a COP 30, Conferência do Clima da ONU, que ocorrerá em novembro em Belém (PA), será “a COP da verdade” e “a COP da virada”. Durante um pronunciamento ao lado do presidente do Panamá, José Raúl Mulino, Lula enfatizou a urgência de ações climáticas e a necessidade de compensação por serviços ambientais.
Lula destacou que a conferência pode ser a última chance para evitar uma ruptura irreversível no sistema climático. Ele afirmou que é essencial que os líderes mundiais demonstrem seu compromisso real com o combate às mudanças climáticas. O presidente alertou que, se não houver mudança de comportamento, a humanidade será lembrada como a única espécie capaz de destruir seu próprio habitat.
Compensação e Biodiversidade
O presidente brasileiro ressaltou que tanto o Brasil quanto o Panamá possuem uma rica biodiversidade e devem ser compensados pelos serviços ambientais que oferecem ao mundo. Ele mencionou os desafios enfrentados pelo Panamá, como o deslocamento de comunidades indígenas devido à elevação do nível do mar. Lula também incentivou Mulino a participar do fundo “Florestas Tropicais para Sempre”, que será lançado durante a COP 30, visando financiar a preservação das florestas tropicais.
Apoio à Soberania Panamenha
Durante o encontro, Lula expressou seu apoio integral à soberania do Panamá diante de tentativas de ingerência dos Estados Unidos. Ele se referiu a ameaças do ex-presidente Donald Trump sobre o controle do Canal do Panamá, afirmando que tais tentativas de restaurar antigas hegemonias colocam em risco a liberdade e a autodeterminação dos povos. O presidente brasileiro elogiou a gestão panamenha do canal, considerada eficiente e neutra no comércio internacional.
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