- Mais de 85 cientistas criticaram a avaliação climática do Departamento de Energia dos EUA, divulgada durante a administração de Donald Trump.
- O documento foi utilizado para justificar a revogação de regras sobre gases de efeito estufa e não atende aos padrões de integridade científica, segundo os críticos.
- A análise, liderada pelos professores Andrew Dessler e Robert Kopp, revisou mais de 400 páginas do relatório elaborado por cinco cientistas escolhidos pelo secretário de Energia, Chris Wright.
- Os cientistas afirmam que o relatório ignora o consenso atual sobre mudanças climáticas e não passou por revisão por pares, ao contrário de documentos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
- O Departamento de Energia recebeu mais de 2.000 comentários durante a consulta pública, refletindo a controvérsia em torno da avaliação.
Mais de 85 cientistas renomados criticaram a avaliação climática do Departamento de Energia dos EUA, divulgada sob a administração de Donald Trump. O documento, que serviu para justificar a revogação de regras sobre gases de efeito estufa, foi considerado por eles como não atendendo aos padrões de integridade científica.
A revisão, liderada pelos professores Andrew Dessler, da Texas A&M University, e Robert Kopp, da Rutgers University, analisou mais de 400 páginas do relatório elaborado por um grupo de cinco cientistas selecionados pelo secretário de Energia, Chris Wright. Os críticos afirmam que o relatório não reflete o consenso científico atual sobre mudanças climáticas e foi criado para promover uma visão específica.
Os cientistas destacam que o documento privilegia opiniões desatualizadas e não realiza um processo de revisão por pares, ao contrário dos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e da Avaliação Nacional do Clima dos EUA, que contam com milhares de colaboradores e uma revisão rigorosa.
Chris Wright, ao divulgar o relatório em julho, afirmou que a mudança climática é real, mas defendeu a necessidade de um debate mais amplo sobre o tema. No entanto, os pesquisadores alegam que a avaliação se baseia em pesquisas desmentidas e interpretações errôneas, buscando apoiar decisões políticas específicas.
Até o encerramento da consulta pública, o Departamento de Energia recebeu mais de 2.000 comentários sobre o relatório, evidenciando a controvérsia em torno da avaliação e a preocupação da comunidade científica com a integridade das informações apresentadas.
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