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ONU lança Centro de Oceanos no Brasil para proteger trabalhadores da economia azul

Brasil integra novo Centro de Oceanos da ONU para melhorar segurança e sustentabilidade na economia oceânica, abordando direitos dos trabalhadores

Cerca de 26% dos pescadores profissionais sofreram acidentes de trabalho nos últimos dois anos (Foto: Reprodução)
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  • O Brasil foi escolhido como um dos sete países para o novo Centro de Oceanos Global da Organização das Nações Unidas (ONU), lançado em 4 de outubro no complexo portuário de Santos.
  • O centro tem como objetivo promover a segurança na economia oceânica, focando na proteção dos trabalhadores e na sustentabilidade do setor marítimo.
  • A iniciativa será liderada por Patrícia Furtado de Mendonça, fundadora da Acqua Mater, em parceria com o Pacto Global da ONU.
  • O projeto incluirá o mapeamento de desafios locais e a elaboração de um relatório, com foco em navegação e portos, pesca e aquicultura, energias renováveis offshore e finanças azuis.
  • A expectativa é que o centro contribua para a discussão sobre a relação entre oceanos e mudanças climáticas, especialmente com a COP30 programada para Belém do Pará.

O Brasil foi selecionado como um dos sete países para o novo Centro de Oceanos Global da ONU, que busca promover a segurança na economia oceânica. A iniciativa, lançada em 4 de outubro no complexo portuário de Santos, tem como foco a proteção dos trabalhadores e a sustentabilidade no setor marítimo.

A missão do centro é colocar a segurança no centro da sustentabilidade, reconhecendo que um negócio inseguro não é sustentável. O projeto, que conta com a liderança de Patrícia Furtado de Mendonça, fundadora da Acqua Mater, será desenvolvido em parceria com o Pacto Global da ONU. A escolha do Brasil, ao lado de países como Gana e Índia, reflete a importância das economias emergentes na discussão sobre os desafios enfrentados pelos trabalhadores do setor.

Os oceanos são responsáveis pelo transporte de 80% a 90% de todos os bens comercializados globalmente e empregam mais de 133 milhões de pessoas. No entanto, cerca de 26% dos pescadores profissionais relataram acidentes de trabalho nos últimos dois anos, evidenciando a urgência de abordar questões de segurança e direitos humanos. Tim Slingsby, da Lloyd’s Register Foundation, destacou que os trabalhadores do setor enfrentam alguns dos trabalhos mais perigosos do mundo.

Fases do Projeto

O centro começará mapeando os desafios locais e, em uma segunda fase, elaborará um relatório com os resultados. O foco está em quatro áreas principais: navegação e portos, pesca e aquicultura, energias renováveis offshore e finanças azuis. O projeto incluirá oito workshops ao longo de 11 meses, promovendo diálogos entre academia, empresas marítimas e autoridades portuárias.

Além disso, a iniciativa visa identificar riscos e oportunidades para desbloquear financiamento para empresas no Sul Global. Guilherme Xavier, CEO do Pacto, enfatizou que a segurança está ligada a condições de trabalho dignas e ao acesso a recursos financeiros. A transição energética no setor marítimo, que representa cerca de 3% das emissões globais, também será uma prioridade, especialmente com a introdução de combustíveis alternativos.

Com a COP30 programada para ocorrer em Belém do Pará, espera-se que o centro contribua para a conexão entre os oceanos e as mudanças climáticas. O projeto não apenas aborda a exploração econômica, mas também reconhece o papel vital dos oceanos na regulação do clima e na captura de carbono. A expectativa é que o Brasil se destaque, promovendo um diálogo significativo entre as economias emergentes e desenvolvidas.

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