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Mulheres indígenas apresentam demandas para a COP30 em busca de reconhecimento

Mulheres indígenas mobilizam-se em Brasília para garantir representação significativa na COP30 e abordar questões climáticas e territoriais

Foto: Reprodução
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  • A Marcha Nacional das Mulheres Indígenas ocorreu em Brasília no início de agosto, destacando a importância da participação feminina na COP30.
  • O evento tem como lema “Somos as guardiãs do planeta pela cura da terra” e visa garantir a voz das mulheres nas negociações climáticas.
  • As mulheres indígenas enfrentam desafios como insegurança alimentar e violência, sendo as mais afetadas pelas mudanças climáticas.
  • A meta é reunir a maior delegação indígena da história, com pelo menos mil indígenas credenciados na Zona Azul da COP30, que ocorrerá em novembro em Belém do Pará.
  • A mobilização inclui a elaboração de uma agenda comum e a demanda por demarcação de terras e acesso a recursos climáticos.

Mulheres indígenas destacam papel crucial na COP30 durante marcha em Brasília

No início de agosto, a Marcha Nacional das Mulheres Indígenas em Brasília enfatizou a importância da participação feminina nas negociações climáticas da COP30, que ocorrerá em novembro em Belém do Pará. Com o lema “Somos as guardiãs do planeta pela cura da terra”, as mulheres indígenas buscam garantir que suas vozes sejam ouvidas nas discussões sobre as mudanças climáticas.

Essas mulheres enfrentam desafios significativos, como insegurança alimentar e violência, exacerbados pelas mudanças climáticas. Dalí Angel, coordenadora de projetos do Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e do Caribe, ressaltou que “as mulheres sempre somos mais afetadas pelas mudanças climáticas”. Elas são responsáveis pela soberania alimentar e pela proteção de seus territórios, sendo as primeiras a sentir os impactos das crises ambientais.

Mobilização para a COP30

A meta da COP30 é reunir a maior delegação indígena da história, com pelo menos mil indígenas credenciados na Zona Azul, onde ocorrem as negociações. A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, destacou que as participações anteriores foram muito menores, com cerca de 350 representantes nas edições anteriores. Para garantir a presença feminina, as mulheres indígenas estão buscando apoio para superar barreiras de credenciamento.

Além disso, a organização de pré-COPs e oficinas tem sido fundamental para preparar as lideranças. “Precisamos chegar capacitadas, com ferramentas que nos permitam ter uma melhor incidência dentro dos espaços de negociação”, afirmou Angel. A mobilização também inclui a construção de uma agenda comum entre os povos indígenas da América Latina e do Caribe.

Desafios e reivindicações

As mulheres indígenas enfrentam não apenas a luta por reconhecimento nas conferências, mas também a necessidade de abordar questões como a demarcação de terras e o acesso a recursos climáticos. Elas denunciam que, mesmo quando conseguem participar, muitas vezes são excluídas das discussões mais relevantes. “Estão decidindo sobre nosso futuro a portas fechadas, onde nossa voz não está incluída”, lamentou Nansendália Ramirez, da Aliança Global de Comunidades Territoriais.

A Carta Pela Vida e Pelos Corpos-Territórios, elaborada durante a conferência das mulheres indígenas, reivindica fundos para a gestão territorial e destaca a centralidade da terra na luta indígena. “Nosso corpo é território. Nosso território é sagrado”, afirmam as lideranças, que buscam justiça e a continuidade da vida no planeta.

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