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Cientistas compartilham dicas sobre como deixar os EUA durante o governo Trump

Cientistas americanos buscam oportunidades no exterior devido a incertezas nas políticas de pesquisa e imigração dos EUA

Teórico químico aconselha a se comprometer com a cultura local ao se mudar para outro país para um trabalho na ciência (Foto: Reprodução)
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  • Cientistas nos Estados Unidos estão buscando oportunidades de carreira no exterior devido a políticas de imigração e pesquisa durante o governo de Donald Trump.
  • Alán Aspuru-Guzik, químico teórico, deixou Harvard em 2017 para a Universidade de Toronto e afirma estar satisfeito com sua nova vida.
  • Stephen Jones, bioquímico, mudou-se para a Universidade de Vilnius em 2021 e observa que a incerteza atual está incentivando mais cientistas a se mudarem.
  • Aspuru-Guzik recomenda que expatriados se comprometam com a cultura local, enquanto Jones sugere conversas com potenciais colaboradores antes da mudança.
  • A análise indica que muitos cientistas estão avaliando a migração em busca de um ambiente mais favorável à pesquisa e colaboração internacional.

Cientistas nos Estados Unidos estão reconsiderando suas opções de carreira no exterior, especialmente após as políticas de Donald Trump que impactaram a pesquisa e a imigração. Alán Aspuru-Guzik, químico teórico, deixou Harvard em 2017 para se juntar à Universidade de Toronto, afirmando que está “muito feliz” em sua nova vida. Ele destaca que muitos colegas estão agora buscando oportunidades fora dos EUA, especialmente em países como Canadá e Lituânia.

Stephen Jones, bioquímico que se mudou para a Universidade de Vilnius em 2021, observa que a incerteza atual está levando mais cientistas a considerar a mudança. Com o governo dos EUA congelando bilhões em subsídios de pesquisa e dificultando a entrada de acadêmicos internacionais, a busca por empregos no exterior se intensificou. Aspuru-Guzik e Jones compartilham conselhos sobre como se adaptar a novas culturas e ambientes de trabalho.

Adaptação Cultural

Ao se mudar para um novo país, Aspuru-Guzik recomenda comprometer-se com a cultura local. Ele sugere que os expatriados leiam jornais locais e se familiarizem com o contexto social. “Você precisa entender o zeitgeist do lugar”, afirma. A resistência à mudança é um erro comum, e ele enfatiza a importância de respeitar as diferenças culturais.

Camille Parmesan, ecologista que se estabeleceu na França durante o primeiro mandato de Trump, também reforça a necessidade de adaptação. Ela destaca que, embora conversas profissionais possam ocorrer em inglês, aspectos práticos como a compra de uma casa ou a obtenção de um visto de trabalho podem exigir conhecimento da língua local.

Preparação e Oportunidades

Para aqueles que consideram a mudança, Jones aconselha a conversar com potenciais colaboradores antes de se mudar. Questões práticas, como a compatibilidade de equipamentos de laboratório com a rede elétrica local, devem ser consideradas. Apesar desses desafios, muitos cientistas relatam que a qualidade de vida em países europeus compensa as dificuldades iniciais.

A análise de dados sugere que uma proporção significativa de cientistas nos EUA está avaliando oportunidades no exterior, especialmente em resposta ao ambiente de incerteza e descontentamento com as políticas atuais. A busca por um ambiente mais favorável à pesquisa e à colaboração internacional continua a motivar essa migração.

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