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Servidor é exonerado pelo governo Zema antes de operação da PF por ‘fofocas’

Rodrigo Gonçalves Franco foi preso após sua exoneração, e outros servidores da Fundação Estadual do Meio Ambiente também foram afastados.

Rodrigo Gonçalves Franco durante audiência na Assembleia Legislativa para análise de sua indicação ao cargo de presidente da Feam, onde foi preso pela PF (Foto: Reprodução)
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  • O governo de Minas Gerais exonerou Rodrigo Gonçalves Franco, presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), no sábado, dia treze de setembro.
  • Franco foi preso pela Polícia Federal (PF) na quarta-feira, dia dezessete, durante uma operação contra crimes ambientais.
  • O secretário de Comunicação Social, Bernardo Santos, afirmou que a exoneração foi uma medida preventiva devido a rumores sobre a gestão de Franco.
  • Além de Franco, outros servidores da Feam e do Instituto Estadual de Floresta foram afastados, atendendo a pedidos da PF.
  • O governo também exonerou Breno Esteves Lasmar, diretor-geral do Instituto Estadual de Floresta, e outros servidores que enfrentavam processos administrativos.

O governo de Romeu Zema, do partido Novo, exonerou o presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Rodrigo Gonçalves Franco, no último sábado (13). A decisão foi tomada em meio a rumores sobre sua gestão e, posteriormente, Franco foi preso pela Polícia Federal (PF) em uma operação contra crimes ambientais, na quarta-feira (17).

O secretário de Comunicação Social, Bernardo Santos, justificou a exoneração afirmando que havia “muito burburinho” sobre a postura de Franco à frente da Feam. Santos destacou que a medida visava evitar riscos, e a prisão de Franco ocorreu logo após sua exoneração. Além dele, outros servidores da Feam e do Instituto Estadual de Floresta também foram afastados, atendendo a pedidos da PF.

Ações do Governo

O governo de Minas Gerais também exonerou Breno Esteves Lasmar, diretor-geral do Instituto Estadual de Floresta, e afastou outros servidores, incluindo Fernando Baliani da Silva e Fernando Benício de Oliveira Paula. Santos informou que alguns desses servidores já enfrentavam processos administrativos na Controladoria-Geral do Estado.

Durante a operação, a PF investigou um grupo empresarial que já havia sido alvo de fiscalizações, resultando no fechamento de algumas mineradoras. Santos afirmou que, apesar das reaberturas forçadas por lei, o governo continua comprometido com a análise rigorosa dos projetos sob suspeita.

Flexibilização do Licenciamento

A gestão de Zema tem enfrentado críticas pela flexibilização do licenciamento ambiental em Minas Gerais. Na última terça-feira (16), Arthur Ferreira Rezende Delfim, ex-diretor da Feam, participou de uma audiência na Assembleia Legislativa em defesa de uma norma que facilita o licenciamento. Santos reiterou que o governo busca um equilíbrio entre a proteção ambiental e o apoio aos empreendedores, afirmando que Minas Gerais deve continuar licenciando projetos, respeitando as investigações em andamento.

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