- Diversas espécies constroem ninhos elaborados com materiais naturais para proteger ovos e filhotes das condições do ambiente e de predadores.
- João-de-barro forma ninhos de barro no formato de forno, com entrada voltada para baixo, ajudando a proteger contra o clima e predadores.
- Pássaro-tecelão constrói ninhos em forma de cestas suspensas, tecendo folhas e gramas; em algumas espécies, machos criam várias opções para atrair as fêmeas.
- Andorinha-do-mar-inca faz ninhos em penhascos altos, em grandes colônias, usando algas e até ossos na construção em locais de difícil acesso.
- Outros exemplos incluem formiga tecelã que usa fio de seda produzida por larvas para prender folhas; pinguim-de-adélia constrói ninhos de pedras para proteção e drenagem; pardal-do-mar-vermelho forma ninhos comunitários no chão.
O que se sabe sobre ninhos vai muito além da ideia de um simples abrigo. Diversas espécies constroem estruturas elaboradas para proteger ovos e filhotes. A escolha de materiais e de locais varia conforme o ambiente e o comportamento de cada espécie.
Entre os componentes comuns estão galhos, folhas, barro e penas. Variação de tamanho, formato e posição demonstra a diversidade presente na natureza. As formas vão desde plataformas suspensas até abrigos subterrâneos.
Algumas construções se destacam pela complexidade ou pelo uso criativo de materiais. A seguir, exemplos que ilustram essa diversidade no mundo animal.
João-de-barro: forno de barro
O ninho do João-de-barro é conhecido pelo formato de forno, feito de barro. A entrada fica voltada para baixo, ajudando a proteger dos elementos climáticos e de predadores.
Pássaro-tecelão: cestas suspensas
Machos da família Ploceidae tecem ninhos que lembram cestas. Folhas e gramas são entrelaçadas em ramos, com algumas espécies mantendo várias opções para atrair a fêmea.
Andorinha-do-mar-inca: ninhos em penhascos
Essa ave utiliza penhascos e locais elevados, formando grandes colônias. Algas e pequenos ossos ajudam a compor ninhos em áreas de difícil acesso.
Formiga tecelã: condomínios suspensos
As formigas Oecophylla tecem ninhos entre folhas, unindo-as com um fio de seda produzido pelas larvas. Estruturas podem abranger várias folhas, como pequenos condomínios.
Peixe baiacu japonês: mandalas na areia
Machos constroem padrões circulares na areia para atrair fêmeas. Os desenhos, que lembram mandalas, são criados com o movimento das barbatanas e ajudam a abrigar os ovos.
Tordas e albatrozes: ninhos em penhascos
Aves marinhas preferem penhascos à beira-mar. Os ninhos ficam em locais elevados, protegendo filhotes de predadores, ainda que em áreas de difícil acesso.
Coruja-buraqueira: tocas no chão
Ao invés de árvores, a coruja cava buracos no solo para morar. Também aproveita tocas abandonadas de outros animais, como tatus, decorando a entrada com esterco para atrair presas.
Guarda-rios-europeu: túneis próximos aos rios
Esse pássaro escava abrigo em barrancos perto de rios. Túneis profundos protegem os ovos e dificultam o acesso de predadores.
Macaco-barrigudo: plataformas de descanso
Embora muitos mamíferos não façam ninhos, o macaco-barrigudo usa plataformas de folhas nas árvores. Servem para descansar e, quando necessário, proteger filhotes.
Pinguim-da-adeléia: ninhos de pedras
Pinguins constroem ninhos com pedras cuidadas. A prática protege os ovos do gelo e facilita drenagem, mantendo filhotes secos.
Pardal-do-mar-vermelho: ninhos comunitários no chão
Esses pardais formam estruturas grandes no solo. Fêmeas constroem câmaras individuais, mas a base do ninho é compartilhada, formando um conjunto ramificado.
Águia-careca: ninhos grandiosos
A águia-careca fabrica alguns dos maiores ninhos entre aves. Localizados em árvores, os casais unem galhos em estruturas que podem alcançar mais de 3 metros de profundidade.
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