Entre janeiro e julho, quase 600 áreas protegidas não derrubaram nenhuma árvore, segundo levantamento divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). De fato, em 588 áreas protegidas da Amazônia não registraram desmatamento no primeiro semestre de 2026.
Entre janeiro e julho, quase 600 áreas protegidas não derrubaram nenhuma árvore, segundo levantamento divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). De fato, em 588 áreas protegidas da Amazônia não registraram desmatamento no primeiro semestre de 2026.
O número corresponde a mais de 80% desses territórios e inclui 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação. Segundo o Imazon, a Amazônia registrou 1.145 km² de floresta derrubada no primeiro semestre de 2026.
O resultado é 10% menor que o do mesmo período do ano passado e representa a menor área desmatada em um primeiro semestre nos últimos oito anos. Em comparação com 2022, quando a série histórica atingiu o pico para o período, a redução chegou a 76%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (24), poucos dias após o governo de Donald Trump justificar as tarifas adicionais por desmatamento ilegal no Brasil. Em resposta, o governo brasileiro classificou as acusações como “indevidas” e afirmou que os índices de desmatamento vêm caindo desde 2023.
Pará lidera desmatamento
Apesar da queda geral, o estudo aponta focos persistentes de pressão sobre a floresta. O principal destaque negativo foi a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, responsável por metade do desmatamento registrado em todas as áreas protegidas da Amazônia no primeiro semestre.
Ao todo, 47,85 km² foram desmatados no território entre janeiro e junho. A Floresta Nacional do Jamanxim, também no Pará, apareceu como a quinta unidade de conservação mais desmatada da Amazônia. O território perdeu 3,45 km² de floresta, área equivalente a quase 350 campos de futebol.
A unidade também foi citada pelo Imazon por causa da aprovação, no Senado, de um projeto de lei que reduz sua área. Em área total desmatada, o Pará liderou o ranking no período, com 684 km². Na sequência aparecem Mato Grosso, com 509 km², e Amazonas, com 378 km².
De acordo com o Imazon, apenas dois dos nove estados da Amazônia Legal registraram alta no desmatamento entre agosto de 2025 e junho de 2026: Roraima, com avanço de 25%, e Maranhão, com aumento de 20%. Os outros sete estados tiveram queda no período, com recuos que variam de 67%, no Tocantins, a 27%, em Mato Grosso.
Por Agência Brasil
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