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Pacientes com Alzheimer enfrentam desafios diários em busca de cuidados adequados

- A Doença de Alzheimer afeta cerca de 1,7 milhão de brasileiros com 60 anos ou mais. - Famílias relatam dificuldades no acesso a medicamentos essenciais pelo SUS. - Especialistas pedem mais profissionais e estrutura para atender a demanda crescente. - SES-DF afirma que medicamentos estão disponíveis nas Farmácias de Alto Custo. - Diagnóstico precoce é crucial, mas culturalmente subestimado entre idosos.

A Doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo que afeta a memória, a fala e o comportamento, impactando ao menos 1,7 milhão de brasileiros com 60 anos ou mais, segundo o Ministério da Saúde. O drama de perder a capacidade de reconhecer rostos e lembrar histórias é vivido por muitos, como Osires Reis, cuja mãe, […]

A Doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo que afeta a memória, a fala e o comportamento, impactando ao menos 1,7 milhão de brasileiros com 60 anos ou mais, segundo o Ministério da Saúde. O drama de perder a capacidade de reconhecer rostos e lembrar histórias é vivido por muitos, como Osires Reis, cuja mãe, diagnosticada em 2018, enfrenta dificuldades no tratamento, incluindo a falta de medicamentos como a memantina, que não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Marisa de Souza Alonso, que cuida da mãe Vilma, também enfrenta desafios semelhantes, como a dificuldade de acesso a medicamentos necessários para controlar sintomas secundários. Ela destaca a necessidade de maior investimento em remédios para doenças neurodegenerativas, afirmando que a condição desconecta o doente da família. O neurologista Carlos Valencia ressalta que a estrutura atual de saúde no Distrito Federal é insuficiente para atender à crescente demanda por tratamentos adequados.

O SUS oferece tratamento e monitoramento, mas o acesso nem sempre é garantido. A Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) informou que disponibiliza medicamentos aprovados pela Anvisa nas Farmácias de Alto Custo e orienta que familiares que notem sinais de prejuízo cognitivo busquem avaliação médica. O diagnóstico precoce é um desafio, com a crença cultural de que falhas de memória são normais em idosos dificultando a identificação da doença.

A geriatra Priscilla Mussi enfatiza a importância de hábitos saudáveis e alerta para sinais de Alzheimer, como o esquecimento de atividades habituais. A prevenção e a atenção aos sintomas são essenciais para um diagnóstico mais eficaz e para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias.

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