O governo do Distrito Federal intensificou o combate ao mosquito Aedes aegypti, resultando em uma redução de 97% nos casos de dengue. Com a retirada de 1,5 milhão de ovos do mosquito e a instalação de mais de 2 mil armadilhas ovitrampas, a capital registrou 8.228 casos na primeira semana de 2024, número que caiu […]
O governo do Distrito Federal intensificou o combate ao mosquito Aedes aegypti, resultando em uma redução de 97% nos casos de dengue. Com a retirada de 1,5 milhão de ovos do mosquito e a instalação de mais de 2 mil armadilhas ovitrampas, a capital registrou 8.228 casos na primeira semana de 2024, número que caiu para 196 em 2025. O chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, destacou que a preparação para enfrentar diferentes cenários é essencial, e a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, ressaltou a importância do monitoramento contínuo da circulação dos mosquitos.
O Distrito Federal implementou diversas tecnologias, como drones e um aplicativo de gestão, para otimizar o combate à dengue. As Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), que utilizam o mosquito para espalhar inseticida, e a borrifação residual em locais de grande circulação são algumas das estratégias adotadas. A secretária de Saúde enfatizou que a participação da comunidade é crucial, e a educação sobre o uso correto das armadilhas é necessária para evitar a proliferação do mosquito.
O Ministério da Saúde também anunciou a expansão do método Wolbachia, que impede a transmissão de dengue, Zika e chikungunya, para mais 40 cidades em 2025. Desde 2012, o Brasil tem trabalhado com essa técnica, que envolve a liberação de mosquitos modificados em laboratório. Os resultados têm sido positivos, com reduções significativas nos casos de dengue em cidades que adotaram o método, como Niterói, que registrou uma diminuição de 70% nos casos em 2021.
Em 2025, o Brasil já contabilizou mais de 50 mil casos prováveis de dengue, embora os números sejam inferiores ao mesmo período de 2024. A volta do sorotipo DENV3, que não circulava há anos, é uma preocupação, pois a população, especialmente crianças e adolescentes, pode estar suscetível. O governo está implementando um Centro de Operações de Emergência (COE) para coordenar ações de combate e prevenção, além de reforçar a importância da participação da população no controle do mosquito.
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