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Conscientização sobre doação pediátrica é essencial para salvar vidas no DF

- No Distrito Federal, 1.698 pessoas aguardam transplantes, com 825 realizados em 2024. - A doação pediátrica enfrenta resistência familiar, dificultando transplantes infantis. - Médicos pedem conscientização sobre doação de órgãos para crianças, um tabu social. - Histórias de Samuel e Ana Júlia ilustram a urgência e a luta por doações. - A Central de Transplantes busca melhorar a abordagem e apoio às famílias envolvidas.

O tema da doação de órgãos é sensível, mas representa um gesto de amor, seja em vida, como no caso de transplantes de rim e medula óssea, ou após a morte, quando a família autoriza a doação. No Distrito Federal, atualmente, 1.698 pessoas aguardam por transplantes de órgãos, como coração e fígado, segundo a Secretaria […]

O tema da doação de órgãos é sensível, mas representa um gesto de amor, seja em vida, como no caso de transplantes de rim e medula óssea, ou após a morte, quando a família autoriza a doação. No Distrito Federal, atualmente, 1.698 pessoas aguardam por transplantes de órgãos, como coração e fígado, segundo a Secretaria de Saúde do DF. Em 2022, foram realizados 749 transplantes, número que subiu para 839 em 2023 e 825 em 2024. A disparidade entre adultos e crianças é notável, com dez vezes mais transplantes realizados em adultos.

Médicos destacam a necessidade de aumentar a conscientização sobre a doação pediátrica, que ainda é um tabu. A médica Cristina Camargo Afiune, do ICTDF, observa que a doação de órgãos de crianças é pouco discutida. Em 2023, apenas três transplantes de coração foram realizados em menores de idade, em contraste com 32 em adultos. A diretora do CET, Gabriella Ribeiro, explica que a abordagem a familiares de crianças em morte encefálica é mais desafiadora devido à dificuldade em lidar com a situação.

Histórias de pacientes, como a de Samuel Saldanha, de apenas 11 meses, ilustram a urgência da doação. Ele enfrenta uma grave cardiopatia congênita e precisa de um transplante. Sua mãe, Allana, tem se esforçado para conscientizar sobre a importância da doação de órgãos. Outro caso é o de Ana Júlia, de 1 ano e 7 meses, que passou por diversas complicações cardíacas e finalmente recebeu um coração compatível após um ano na fila de espera, destacando a necessidade de sensibilização sobre a doação para crianças.

Os especialistas ressaltam que a escassez de doadores pediátricos é um desafio, e que muitos pacientes acabam recebendo órgãos de doadores adultos. A abordagem psicológica é essencial para o sucesso do transplante em crianças. Para ser doador, é importante comunicar o desejo à família, pois a doação só ocorre com a autorização familiar. Existem dois tipos de doadores: vivos, que podem doar parte de órgãos sem comprometer a saúde, e falecidos, que têm morte encefálica confirmada.

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