- O Hospital Europeu, o único em Gaza a oferecer tratamento oncológico e cardíaco, foi danificado por um bombardeio israelense em Khan Yunis no dia 12 de setembro.
- O ataque visava o líder do Hamas, Mohammad Sinwar, e resultou em danos severos ao hospital, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
- O chefe de enfermagem do hospital, Saleh Al Hams, descreveu a situação como uma catástrofe, com pessoas soterradas e o pátio do hospital atingido.
- Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, afirmou que o hospital se tornou inacessível, interrompendo serviços essenciais como neurocirurgia e tratamento de câncer.
- A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou que os hospitais restantes em Gaza estão sobrecarregados, agravando a crise humanitária na região.
O Hospital Europeu, o último a oferecer tratamento oncológico e cardíaco na Faixa de Gaza, foi severamente danificado por um bombardeio israelense, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O ataque ocorreu na terça-feira, 12 de setembro, em Khan Yunis, e tinha como alvo o líder do Hamas, Mohammad Sinwar. O chefe de enfermagem do hospital, Saleh Al Hams, descreveu a situação como “uma catástrofe”, relatando que o pátio do hospital foi atingido várias vezes e que pessoas ficaram soterradas.
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que o hospital ficou “gravemente danificado e inacessível”, resultando na interrupção de serviços essenciais como neurocirurgia, atendimento cardíaco e tratamento de câncer, que não estão disponíveis em nenhum outro local da região. Desde o bloqueio total imposto por Israel em março, a situação humanitária em Gaza se deteriorou, com mais de 2 milhões de palestinos enfrentando escassez de alimentos, medicamentos e combustível.
Após o fechamento do Hospital Europeu, a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou que os hospitais restantes em Gaza estão sobrecarregados e operando em condições precárias. A organização denunciou que os ataques a estabelecimentos de saúde são parte das medidas israelenses que tornam a Faixa de Gaza inabitável. A crise humanitária se agrava, e a falta de atendimento médico adequado coloca em risco a vida de milhares de pessoas na região.
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