Um homem do Kentucky, Anthony Thomas Hoover II, quase teve seus órgãos doados em 2021, mesmo mostrando sinais de consciência após uma overdose. Uma investigação federal revelou que a organização responsável pelas doações ignorou sinais semelhantes em 73 casos. A pesquisa analisou cerca de 350 situações em que a remoção de órgãos foi considerada, e muitos pacientes demonstraram dor ou angústia antes do procedimento. A prática, chamada de “doação após morte circulatória”, envolve pacientes que ainda têm alguma função cerebral. A organização, agora chamada Network for Hope, foi criticada por pressionar famílias e médicos a autorizar doações, mesmo quando havia indícios de melhora na consciência dos pacientes. No caso de Hoover, ele começou a se mover e chorar quando a equipe se preparava para a cirurgia, mas foi sedado para impedir seus movimentos. Um médico se recusou a retirar o suporte de vida, e Hoover acabou se recuperando, mas com lesões neurológicas permanentes. A investigação identificou 103 casos com características preocupantes, especialmente em hospitais rurais. A Network for Hope deve implementar mudanças, como treinamento adicional e avaliações neurológicas a cada 12 horas, e o gabinete do procurador-geral do Kentucky também está investigando a situação.
Um homem do Kentucky, Anthony Thomas Hoover II, quase teve seus órgãos doados em 2021, mesmo apresentando sinais de consciência após uma overdose. Agora, uma investigação federal revelou que a organização responsável pelas doações ignorou sinais semelhantes em 73 casos.
A investigação analisou cerca de 350 casos em que a remoção de órgãos foi considerada. Em muitos deles, pacientes mostraram sinais de dor ou angústia enquanto eram preparados para o procedimento. Embora a maioria tenha morrido logo após, alguns conseguiram se recuperar. A prática em questão, chamada de “doação após morte circulatória”, envolve pacientes que, embora em suporte de vida, ainda apresentam alguma função cerebral.
Os investigadores criticaram a Kentucky Organ Donor Affiliates, agora chamada de Network for Hope, por pressionar famílias e médicos a autorizar doações, mesmo diante de indícios de melhora na consciência dos pacientes. A organização afirmou que sempre segue as regras e não remove órgãos antes da morte ser declarada.
Um caso emblemático foi o de Hoover, que, após dois dias inconsciente, começou a se mover e chorar quando a equipe se preparava para a cirurgia. Registros mostram que ele estava “se debatendo na cama” e foi sedado para impedir movimentos. Um médico se recusou a retirar o suporte de vida, e Hoover acabou se recuperando, embora com lesões neurológicas permanentes.
A investigação identificou 103 casos com “características preocupantes”, especialmente em hospitais rurais. A Network for Hope deve implementar mudanças, incluindo treinamento adicional e avaliações neurológicas a cada 12 horas. O gabinete do procurador-geral do Kentucky também está investigando a situação.
Entre na conversa da comunidade