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Imagens inéditas mostram o intrigante processo de implantação de embrião humano

Cientistas revelam como embriões humanos se implantam no útero, abrindo novas possibilidades para a reprodução assistida

Imagem de microscopía confocal de um embrião humano de 9 dias de desenvolvimento. (Foto: EPV)
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  • Cientistas do Instituto de Bioengenharia de Catalunha (IBEC) gravaram a implantação de embriões humanos em tempo real.
  • A pesquisa foi publicada na revista *Science Advances*.
  • O embrião se entoca nas paredes do útero, exercendo força significativa para se fixar e penetrar no tecido uterino.
  • Esse processo é mais invasivo em humanos do que em outros mamíferos, como os ratos.
  • A pesquisa pode beneficiar a reprodução assistida, ajudando casais com dificuldades para conceber.

Cientistas do Instituto de Bioengenharia de Catalunha (IBEC) realizaram um avanço significativo na compreensão do desenvolvimento embrionário humano. Eles conseguiram gravar, pela primeira vez, a implantação de embriões humanos em tempo real, utilizando um sistema de laboratório que simula as condições do útero. As imagens foram divulgadas na revista *Science Advances*.

O embrião humano, durante os primeiros dias de vida, se entoca nas paredes do útero, exercendo uma força considerável para se fixar e penetrar no tecido uterino. Essa fase, que ocorre antes da primeira ecografia, era considerada uma “caixa negra” da biologia humana. O pesquisador Samuel Ojosnegros, do IBEC, destaca que apenas um terço dos embriões fecundados resulta em um nascimento vivo, sendo que muitos se perdem antes ou logo após a implantação.

Os cientistas observaram que, após cinco dias de desenvolvimento, o embrião se adere à superfície do útero e começa a cavar um buraco para alcançar os vasos sanguíneos e se alimentar. Esse processo é mais invasivo em humanos do que em outros mamíferos, como os ratos, que têm um método menos agressivo de implantação. Ojosnegros explica que os embriões humanos utilizam proteínas e maquinaria molecular para gerar a força necessária para atravessar o tecido uterino, que é denso e rico em colágeno.

A pesquisa é complexa devido a limitações éticas, já que a legislação espanhola permite o estudo de embriões apenas até 14 dias após a fecundação. Apesar disso, a possibilidade de investigar a implantação fora do corpo humano abre novas perspectivas para a reprodução assistida, beneficiando casais que enfrentam dificuldades para conceber. Ojosnegros expressa otimismo sobre a adoção do sistema criado pelo IBEC para responder a questões sobre fertilidade humana.

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