- O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) demitiu 600 funcionários permanentemente, conforme anunciado pela Federação Americana de Funcionários Públicos (AFGE).
- As demissões ocorrem em meio a propostas de cortes de 10.000 empregos, incluindo 2.400 no CDC, sob a liderança do Secretário da Saúde, Robert F. Kennedy Jr.
- A decisão foi criticada após um tiroteio na sede do CDC em Atlanta, onde um policial foi morto, agravando o trauma dos funcionários.
- O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) confirmou as demissões, que visam reduzir a “expansão burocrática” e focar na epidemia de doenças crônicas, com uma economia estimada de US$ 1,8 bilhão por ano.
- Mais de 750 ex-funcionários e atuais do HHS enviaram uma carta a Kennedy, acusando-o de alimentar a violência contra trabalhadores da saúde pública, citando a desinformação sobre vacinas como um fator contribuinte.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos demitiu 600 funcionários permanentemente, conforme anunciado pela Federação Americana de Funcionários Públicos (AFGE). Essas demissões ocorrem em um contexto de propostas de cortes de 10.000 empregos, incluindo 2.400 no CDC, sob a liderança do Secretário da Saúde, Robert F. Kennedy Jr..
A decisão de demitir os funcionários foi criticada, especialmente após um tiroteio na sede do CDC em Atlanta, onde um policial foi morto. A AFGE afirmou que as demissões agravaram o trauma vivido pelos funcionários após o ataque, que ocorreu em 8 de agosto, quando um homem disparou 500 tiros contra o prédio. A entidade destacou que essa ação contradiz os compromissos do governo em apoiar a recuperação dos trabalhadores.
As demissões foram confirmadas pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), que se referiu ao anúncio de Kennedy em março, que visava reduzir a “expansão burocrática” e focar na epidemia de doenças crônicas. O secretário afirmou que as demissões poderiam economizar US$ 1,8 bilhão por ano aos contribuintes. As demissões afetaram diversas áreas, incluindo a resposta a doenças infecciosas e a pesquisa sobre riscos ambientais.
Recentemente, mais de 750 ex-funcionários e atuais do HHS enviaram uma carta a Kennedy, acusando-o de alimentar a violência contra trabalhadores da saúde pública. Eles afirmaram que a disseminação de desinformação sobre vacinas contribuiu para a desconfiança em relação às autoridades de saúde, culminando no ataque ao CDC. O atirador, que se suicidou após o ataque, alegou que a vacina contra a Covid-19 o deixou depressivo e suicida.
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