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Cientista apresenta técnica eficaz para identificar mentirosos com precisão

Estudo revela que métodos tradicionais para detectar mentiras são ineficazes, desafiando crenças populares sobre a desonestidade humana

Após 600 anos, a peste negra voltou? O que se sabe sobre o caso registrado da doença e possíveis riscos (Foto: Reprodução)
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  • Pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica – Okanagan, liderados por Leanne ten Brinke, afirmam que não existem padrões confiáveis para identificar mentirosos.
  • O estudo, publicado na Law & Human Behavior, analisou noventa e seis apelos públicos, sendo oitenta e dois de pessoas sinceras e quatorze de indivíduos que mentiam.
  • A taxa de acerto na detecção de mentiras entre pessoas sem treinamento é de apenas cinquenta e quatro por cento.
  • Embora mentir seja comum, a capacidade de perceber enganos é limitada, e não foi possível estabelecer um padrão claro para identificar mentirosos.
  • A pesquisa sugere que confiar em sinais típicos de desonestidade pode ser enganoso, especialmente em contextos de pressão.

Pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica – Okanagan, liderados por Leanne ten Brinke, revelaram que não existem padrões confiáveis para identificar mentirosos. O estudo, publicado na Law & Human Behavior, desafia a crença popular de que expressões faciais e hesitação na fala são indicadores eficazes de desonestidade.

A pesquisa analisou 96 apelos públicos, sendo 82 de pessoas sinceras e 14 de indivíduos que mentiam. Os resultados mostraram que a taxa de acerto na detecção de mentiras entre pessoas sem treinamento é de apenas 54%. Leanne destaca que, embora mentir seja comum, a capacidade de perceber enganos é limitada. Em investigações anteriores, a pesquisadora já havia identificado comportamentos que poderiam ajudar na detecção de mentiras, mas a nova análise indica que esses sinais não são consistentes.

Os pesquisadores observaram que os mentirosos tendem a usar mais palavras de hesitação e, em alguns casos, sorriam mais frequentemente do que aqueles que diziam a verdade. No entanto, não foi possível estabelecer um padrão claro que permita identificar mentirosos de forma consistente. A pesquisa sugere que, em situações de pressão, as emoções intensas podem dificultar a habilidade de disfarçar sentimentos.

Leanne ten Brinke enfatiza a necessidade de mais estudos para entender as variações nos comportamentos dos mentirosos. Os resultados indicam que confiar em sinais típicos de desonestidade pode ser enganoso, especialmente em contextos tensos, como interrogatórios. A complexidade do comportamento humano torna a detecção de mentiras um desafio contínuo para pesquisadores e profissionais da área.

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