- Pesquisas recentes indicam que o chá verde pode ajudar no combate à obesidade e diabetes tipo 2.
- Um estudo da Universidade Cruzeiro do Sul, publicado na revista Cell Biochemistry & Function, mostrou que o consumo da bebida reduziu o peso e melhorou a sensibilidade à glicose em camundongos obesos.
- Os camundongos foram alimentados com dietas hipercalóricas por quatro semanas e, em seguida, receberam extrato de chá verde por doze semanas.
- Os resultados mostraram redução significativa do peso corporal e melhora na resistência à insulina, sem afetar o peso de animais magros.
- O estudo também destacou a preservação da morfologia muscular e a expressão de genes relacionados ao metabolismo da glicose.
Pesquisas recentes indicam que o chá verde pode ser um aliado no combate à obesidade e diabetes tipo 2. Estudos financiados pela FAPESP revelaram que o consumo dessa bebida milenar reduziu o peso e melhorou a sensibilidade à glicose em camundongos obesos. A pesquisa foi liderada por Rosemari Otton, da Universidade Cruzeiro do Sul, e os resultados foram publicados na revista Cell Biochemistry & Function.
Os camundongos foram submetidos a dietas hipercalóricas, incluindo alimentos típicos da dieta ocidental, por quatro semanas. Após esse período, parte dos animais recebeu extrato padronizado de chá verde por 12 semanas. Os resultados mostraram uma redução significativa do peso corporal e uma melhora na resistência à insulina. A dose utilizada foi de 500 mg por quilo de peso corporal, equivalente a cerca de três xícaras diárias para humanos.
Um aspecto inovador do estudo foi a manutenção dos camundongos em ambiente de termoneutralidade, evitando interferências externas que poderiam mascarar os efeitos do chá. A pesquisa também destacou a preservação da morfologia muscular, com o chá verde impedindo a atrofia das fibras musculares, comum em casos de obesidade. Além disso, o tratamento aumentou a expressão de genes relacionados ao metabolismo da glicose.
Os pesquisadores observaram que o chá verde não afetou o peso de animais magros, sugerindo uma ação seletiva em ambientes com excesso de nutrientes. A adiponectina, proteína com função anti-inflamatória, pode ser um fator chave nesse processo. Apesar dos resultados promissores, Otton alerta que ainda não há uma dose segura definida para humanos, enfatizando a importância do consumo crônico, como observado em países asiáticos.
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