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Alimentos ultraprocessados afetam saúde reprodutiva e metabólica masculina

Estudo revela que alimentos ultraprocessados reduzem qualidade do esperma e alteram hormônios em homens, mesmo sem aumento calórico

Alimentos ultraprocessados podem conter disruptores endócrinos que impactam negativamente a fertilidade masculina (Foto: Reprodução)
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  • Um estudo publicado na revista Cell Metabolism relaciona o consumo de alimentos ultraprocessados à diminuição da qualidade do esperma em homens.
  • A pesquisa envolveu quarenta e três homens com idades entre 20 e 35 anos, que seguiram dietas de alimentos ultraprocessados e não processados.
  • Os resultados mostraram aumento nos níveis de colesterol e ganho de peso entre os que consumiram ultraprocessados, além de alterações na qualidade do esperma.
  • Os homens apresentaram aumento de substâncias disruptoras endócrinas, como ftalatos, e redução nos níveis de testosterona e hormônios folículo-estimulantes.
  • Os especialistas alertam que a dieta ultraprocessada pode afetar a saúde reprodutiva, destacando a importância de uma alimentação equilibrada.

Um novo estudo publicado na revista *Cell Metabolism* revela que o consumo regular de alimentos ultraprocessados está associado à diminuição da qualidade do esperma e a alterações hormonais em homens, mesmo sem aumento na ingestão calórica. A pesquisa, realizada com 43 homens entre 20 e 35 anos, mostra que a dieta rica em ultraprocessados pode prejudicar a saúde reprodutiva.

Os participantes foram submetidos a duas dietas: uma composta por alimentos ultraprocessados e outra com alimentos não processados, com um período de “lavagem” de três meses entre as dietas. Durante o estudo, aqueles que consumiram ultraprocessados apresentaram aumento nos níveis de colesterol e ganho de peso, além de uma tendência à impairment da qualidade do esperma. Os pesquisadores observaram que essas alterações ocorreram independentemente da quantidade de calorias ingeridas.

Os resultados indicam que a dieta ultraprocessada não só afeta a saúde cardiovascular, mas também impacta a produção hormonal. Os homens que seguiram essa dieta apresentaram aumento de substâncias disruptoras endócrinas, como os ftalatos, que podem interferir nos hormônios essenciais para a produção de esperma. A diminuição dos níveis de testosterona e hormônios folículo-estimulantes foi notada, o que pode comprometer a fertilidade.

A introdução de alimentos ultraprocessados na dieta, que começou na década de 1970, coincide com uma queda de 60% na contagem de esperma em todo o mundo. Especialistas alertam que mesmo homens saudáveis podem estar em risco ao consumir esses alimentos, que são ricos em açúcares e sódio, mas pobres em nutrientes essenciais.

A pesquisa reforça a importância de uma alimentação equilibrada, destacando que não é apenas a quantidade de calorias que importa, mas sim a qualidade dos alimentos consumidos. Para manter a saúde reprodutiva, recomenda-se uma dieta rica em grãos integrais, frutas, vegetais e a prática regular de exercícios.

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