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Cabo falho é identificado como causa do acidente com bondinho em Lisboa

Relatório confirma ruptura de cabo no funicular da Glória, resultando em 16 mortes e 22 feridos; investigação continua em andamento

Bondinho de Lisboa descarrila e tomba, resultando em mortos e feridos (Foto: Reprodução)
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  • Um acidente com o funicular da Glória, em Lisboa, resultou em 16 mortes e cerca de 22 feridos na quarta-feira, 3 de setembro.
  • A causa do descarrilamento foi a ruptura de um cabo de aço, que ocorreu em uma área não visível durante as inspeções.
  • O guarda-freios, André Marques, não conseguiu acionar os freios de emergência a tempo, e o funicular estava a cerca de 60 km/h ao colidir com um prédio.
  • As vítimas incluem cinco portugueses, três britânicos, dois sul-coreanos, dois canadenses, um americano, um ucraniano, um suíço e uma francesa.
  • O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Ferroviários (GPIAAF) divulgará um relatório mais detalhado em até 45 dias.

Um grave acidente com o funicular da Glória, em Lisboa, resultou em 16 mortes e cerca de 22 feridos na quarta-feira, 3 de setembro. A tragédia ocorreu quando um cabo de aço se rompeu, levando o vagão a descer descontroladamente e colidir com um prédio.

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Ferroviários (GPIAAF) confirmou que a ruptura do cabo aconteceu em uma área não visível durante inspeções. O guarda-freios, André Marques, tentou acionar os freios de emergência, mas não conseguiu evitar o descarrilamento. O funicular estava a cerca de 60 km/h quando atingiu o edifício.

As vítimas incluem cinco portugueses, três britânicos, dois sul-coreanos, dois canadenses, um americano, um ucraniano, um suíço e uma francesa. Entre os feridos, seis foram internados em unidades de terapia intensiva. Um cidadão alemão, inicialmente dado como morto, está hospitalizado com ferimentos graves.

Investigação em Andamento

O GPIAAF ainda não conseguiu determinar as causas exatas da ruptura do cabo. Um relatório mais detalhado será divulgado em até 45 dias. A empresa responsável pela manutenção do funicular, Carris, afirmou que o investimento em manutenção foi duplicado na última década, mas a equipe de manutenção foi reduzida de 24 para 6 trabalhadores desde a terceirização do serviço em 2007.

O acidente reacende o debate sobre a segurança dos sistemas de transporte público em Lisboa, que são essenciais para a mobilidade dos cidadãos. O funicular da Glória, com 140 anos de história, é um importante meio de transporte e atração turística na capital portuguesa.

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