- Jeison Pérez, fisioterapeuta colombiano, trabalha em Odesa, Ucrânia, com a organização Médicos Sem Fronteiras desde fevereiro de 2022.
- Ele atende feridos e treina profissionais locais em meio ao conflito, que já causou mais de 12.600 mortes e 29.000 feridos.
- Os hospitais enfrentam interrupções frequentes devido a ataques aéreos, dificultando a evacuação de pacientes.
- Pérez realiza reabilitação precoce e destaca a importância de compartilhar seu conhecimento com os profissionais ucranianos.
- A organização já atendeu mais de 375.000 pessoas na Ucrânia e planeja expandir suas operações em áreas próximas ao conflito.
Experiência de Fisioterapeuta em Odesa
O fisioterapeuta colombiano Jeison Pérez, de 34 anos, compartilha sua experiência em Odesa, na Ucrânia, onde atua com a organização Médicos Sem Fronteiras. Desde fevereiro de 2022, a guerra na Ucrânia tem causado um alto número de vítimas, e Odesa se tornou um dos principais alvos dos ataques russos. Pérez passou seis meses na cidade, atendendo feridos e treinando profissionais locais.
Durante sua estadia, ele presenciou a rotina caótica dos hospitais, que frequentemente são interrompidos por sirenes de alerta de mísseis. “A complexidade do trabalho é que os feridos demoram a ser evacuados da zona de combate, dificultando o atendimento inicial”, explica. Com uma década de experiência em cuidados intensivos na Colômbia, ele se sente preparado para lidar com os desafios da guerra.
Desafios e Resiliência
Na Ucrânia, Pérez realiza reabilitação precoce de pacientes que passaram por cirurgias. Ele destaca que o conhecimento adquirido no contexto colombiano é valioso, permitindo que profissionais locais se equiparem a médicos de trauma de qualquer parte do mundo. “A experiência em conflitos armados nos prepara para situações extremas”, afirma.
A guerra na Ucrânia já deixou mais de 12.600 civis mortos e 29.000 feridos desde o início da invasão. O chefe do Estado Maior russo, Valeri Guerásimov, considera a conquista de Odesa um objetivo estratégico. Médicos Sem Fronteiras tem enfrentado dificuldades, com a interrupção de suas atividades devido à frequência dos ataques. Recentemente, o hospital regional de Kostiantynivka, em Donetsk, foi forçado a fechar.
Treinamento e Futuro
Além de atender feridos, Jeison também treina profissionais locais para garantir que possam continuar o trabalho de reabilitação. “Cada paciente reabilitado é um passo para a reconstrução do país após a guerra”, destaca. A organização já atendeu mais de 375.000 pessoas na Ucrânia e planeja abrir novas bases em áreas mais próximas do conflito.
Pérez se prepara para retornar à Ucrânia em breve, onde continuará seu trabalho vital. “A resiliência do povo ucraniano é impressionante”, conclui, ressaltando a importância de compartilhar seu conhecimento ao voltar para a Colômbia.
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