- O número de diagnósticos de câncer entre socorristas e sobreviventes do ataque de 11 de setembro de 2001 superou o número de vítimas fatais, com 48.579 casos registrados até março de 2025.
- O aumento de diagnósticos foi de 143% nos últimos cinco anos, com casos de câncer de pele, próstata, mama, melanoma, linfoma, leucemia, tireoide, rim, pulmão e bexiga.
- A exposição a toxinas durante o colapso das torres e no aterro sanitário Fresh Kills é a principal causa dos cânceres. O envelhecimento da população afetada também contribui para o aumento dos diagnósticos.
- O Programa de Saúde do World Trade Center (WTC) enfrenta cortes no orçamento federal, colocando em risco o atendimento a mais de 137 mil pessoas afetadas.
- Líderes políticos, como os senadores Chuck Schumer e Kirsten Gillibrand, criticaram a exclusão do financiamento e pedem ações para garantir a continuidade do programa.
O ataque de 11 de setembro de 2001 continua a impactar profundamente os socorristas e sobreviventes, com dados recentes indicando que o número de diagnósticos de câncer entre eles superou as vítimas fatais do evento. Até março de 2025, 48.579 pessoas foram diagnosticadas com cânceres relacionados ao ataque, refletindo um aumento de 143% nos últimos cinco anos.
Esses diagnósticos incluem câncer de pele, próstata, mama, melanoma, linfoma, leucemia, além de cânceres de tireoide, rim, pulmão e bexiga. A exposição a toxinas liberadas durante o colapso das torres e no aterro sanitário Fresh Kills, em Staten Island, é a principal causa desses casos. O envelhecimento da população afetada, com muitos agora na faixa dos 50 e 60 anos, também contribui para o aumento dos diagnósticos.
Desafios Enfrentados
Heróis como John DeVito, policial aposentado da NYPD, e Glenn Taraquinio, também policial aposentado, enfrentam as consequências dessa exposição. DeVito, diagnosticado com câncer de esôfago em 2020, passou por múltiplas sessões de quimioterapia. Taraquinio, diagnosticado com câncer de próstata, destaca a discrepância entre as garantias de segurança e a realidade enfrentada pelos socorristas.
Além deles, a paramédica Ivonne Sanchez, diagnosticada com câncer de mama em 2013, e o capitão aposentado Phil Rizzo, diagnosticado com câncer de cabeça e pescoço em 2023, também lutam contra doenças relacionadas ao 11 de setembro. Ambos planejam ir a Washington, D.C., para pressionar por assistência médica estendida.
Financiamento em Risco
Apesar da gravidade da situação, o Programa de Saúde do WTC enfrenta desafios financeiros significativos. Em 2024, o Congresso excluiu o financiamento do programa do orçamento federal, colocando em risco o atendimento a mais de 137 mil pessoas afetadas. Líderes sindicais e políticos, como os senadores Chuck Schumer e Kirsten Gillibrand, condenaram essa decisão e pediram ações para garantir a continuidade do programa.
A luta dos socorristas não é apenas por reconhecimento, mas também por um compromisso do governo em honrar a promessa de cuidar daqueles que arriscaram suas vidas. A batalha por justiça e apoio médico persiste, evidenciando que as consequências do 11 de setembro ainda exigem coragem e ação.
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