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Meta enfrenta crise de segurança infantil após vazamento de informações sigilosas

Ex-pesquisadores da Meta denunciam censura sobre estudos que revelam riscos das plataformas de realidade virtual para crianças

Foto: Reprodução
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  • Ex-pesquisadores da Meta afirmam que a empresa suprime estudos sobre os danos de suas plataformas de realidade virtual a crianças, citando ameaças legais e censura interna.
  • Frances Haugen denunciou em 2021 os riscos das plataformas da Meta para crianças, resultando em pressão legislativa por segurança online, incluindo o Kids Online Safety Act (KOSA).
  • Os depoimentos indicam que a situação se agravou, com a ex-pesquisadora Cayce Savage afirmando que a Meta aprendeu a esconder melhor seus problemas.
  • Pesquisadores relataram que crianças menores de 13 anos estão acessando as plataformas de realidade virtual, o que aumenta o risco de assédio devido à natureza imersiva da tecnologia.
  • A Meta contestou as alegações, afirmando ter aprovado quase 180 estudos sobre segurança juvenil, mas os ex-pesquisadores consideram essa afirmação enganosa.

Denúncias sobre a Meta e Segurança Infantil

Recentes depoimentos de ex-pesquisadores da Meta revelam que a empresa tem suprimido pesquisas sobre os danos de suas plataformas de realidade virtual a crianças. As alegações incluem ameaças legais e censura interna, levantando preocupações sobre a segurança online.

Em 2021, Frances Haugen denunciou os perigos das plataformas da Meta para crianças, o que gerou um aumento na pressão legislativa por segurança online, incluindo a proposta do Kids Online Safety Act (KOSA). No entanto, os novos depoimentos indicam que, em vez de melhorar, a situação piorou. Cayce Savage, uma das ex-pesquisadoras, afirmou que a empresa aprendeu a esconder melhor seus problemas.

Os ex-pesquisadores, incluindo Jason Sattizahn, testemunharam que crianças menores de 13 anos estão presentes nas plataformas de realidade virtual da Meta, apesar das restrições. Eles alertaram que essas interações podem ser mais perigosas devido à natureza imersiva da realidade virtual. Savage destacou que, em VR, um adulto pode se aproximar de uma criança de forma que a presença pareça real, aumentando o risco de assédio.

Censura e Pressão Interna

Os depoimentos também revelaram que a equipe jurídica da Meta desencorajou e ameaçou os pesquisadores contra a coleta de dados que poderiam confirmar os danos causados por suas plataformas. Sattizahn mencionou que as orientações legais limitavam os tópicos e métodos de pesquisa, criando um ambiente de “vigilância legal”. Ele relatou que, caso não seguisse as instruções, poderia perder o emprego.

Em resposta às alegações, a Meta afirmou que os exemplos apresentados pelos denunciantes foram selecionados para apoiar uma narrativa falsa. A empresa declarou ter aprovado quase 180 estudos relacionados à segurança e bem-estar juvenil. Contudo, Sattizahn contestou essa afirmação, chamando-a de “mentira por omissão”.

O Futuro da Legislação

Após as denúncias de Haugen, o Congresso iniciou um esforço significativo para legislar sobre a segurança infantil online. O KOSA, que passou no Senado com um voto de 91 a 3, ainda não foi votado na Câmara dos Deputados. Senador Richard Blumenthal expressou frustração, afirmando que nada mudou desde então.

Defensores dos direitos das crianças, como Maurine Molak, que perdeu seu filho devido ao uso compulsivo de plataformas online, continuam a pressionar por mudanças. Apesar das dificuldades, Molak decidiu persistir na luta pela aprovação do KOSA, destacando a necessidade urgente de proteger as crianças na internet.

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