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Cuba sofre apagão de energia desde quarta-feira, o segundo do ano em andamento

Cuba enfrenta apagões severos, afetando serviços essenciais e a rotina de milhões, devido a falhas em usinas termelétricas e crise energética.

Homem usa a luz do celular para iluminar a cozinha durante apagão (Foto: Reprodução)
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  • Desde quarta-feira, Havana e outras regiões de Cuba enfrentam o segundo grande apagão de energia de 2023.
  • As interrupções são causadas por falhas em usinas termelétricas, afetando serviços essenciais.
  • O fornecimento de energia é irregular, com uma demanda de três mil trezentos e cinquenta megawatts e uma disponibilidade de apenas mil novecentos e dez megawatts.
  • Muitas crianças estão sem aulas há três dias e policlínicas reduziram atendimentos.
  • A crise energética se agravou devido a sanções dos Estados Unidos e à obsolescência das usinas, que enfrentam dificuldades após a queda nas importações de petróleo.

Desde quarta-feira, Havana e outras regiões de Cuba enfrentam o segundo grande apagão de energia de 2023, resultado de falhas em usinas termelétricas. A crise energética, que se intensificou nos últimos anos devido a sanções dos EUA, compromete a vida cotidiana de milhões.

As interrupções começaram por volta das 9h (horário local) e, segundo o Ministério de Energia e Minas, estão ligadas a problemas em uma das principais usinas do país. Durante toda a quinta-feira, o fornecimento de energia foi irregular, com retornos esporádicos apenas durante o dia. A demanda de energia chega a 3350 MW, enquanto a disponibilidade é de apenas 1910 MW, resultando em um déficit de 1440 MW.

Os impactos do apagão são profundos. Muitas crianças estão sem aulas há três dias, enquanto policlínicas reduziram atendimentos. Idosos em andares altos evitam sair de casa devido à falta de energia nas escadas. Além disso, a escassez de água se agrava em várias localidades, já que as bombas dependem de eletricidade ou combustível.

Crise Energética Agravada

A situação energética de Cuba se deteriorou nos últimos anos, em parte devido às sanções dos EUA, que dificultam a manutenção de usinas obsoletas. As usinas movidas a petróleo, que operam há mais de três décadas, enfrentam dificuldades severas, especialmente após a queda nas importações de petróleo da Venezuela, Rússia e México.

O governo cubano tentou soluções alternativas, como o aluguel de navios flutuantes turcos e a instalação de parques solares financiados pela China. No entanto, a maioria da população ainda enfrenta apagões diários que podem durar até 16 horas. Enquanto algumas famílias mais abastadas investem em painéis solares, a grande parte da população continua à mercê de um sistema energético em colapso.

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