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Comissão analisa proposta de inclusão da PrEP injetável no SUS para prevenção do HIV

A Conitec analisa a inclusão do cabotegravir no SUS, que pode reduzir infecções por HIV e gerar economia de R$ 14 bilhões em dez anos

Foto: Reprodução
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  • A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) está avaliando a inclusão da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) injetável no SUS.
  • O pedido foi feito pela farmacêutica GSK, que produz o cabotegravir, aprovado pela Anvisa em 2023.
  • A nova forma de tratamento, aplicada a cada dois meses, pode aumentar a adesão ao tratamento, com estudos mostrando que 83% dos usuários preferem essa opção.
  • A pesquisa ImPrEP CAB, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, revelou que 94% dos participantes compareceram regularmente aos serviços de saúde para receber as injeções.
  • A GSK estima que a introdução do cabotegravir pode evitar cerca de 385 mil infecções em uma década, resultando em uma economia de R$ 14 bilhões em custos de tratamento.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) está avaliando a inclusão da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) injetável no SUS. O pedido foi feito pela farmacêutica GSK, que produz o cabotegravir, aprovado pela Anvisa em 2023. A nova forma de tratamento, aplicada a cada dois meses, pode ser uma alternativa mais eficaz em comparação aos comprimidos diários já oferecidos desde 2017.

Estudos indicam que 83% dos usuários preferem a versão injetável, que garante maior adesão ao tratamento. A pesquisa ImPrEP CAB, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, revelou que 94% dos participantes compareceram regularmente aos serviços de saúde para receber as injeções, mantendo-se protegidos. Em contrapartida, aqueles que optaram pela PrEP oral apresentaram apenas 58% de adesão, com um caso de infecção por HIV registrado.

Eficácia e Economia

A GSK destaca que a introdução do cabotegravir pode evitar cerca de 385 mil infecções em uma década, resultando em uma economia estimada de R$ 14 bilhões em custos de tratamento. O Ministério da Saúde já analisa as vantagens do novo medicamento, considerando a crescente demanda por opções de prevenção mais eficazes.

Os dados mais recentes mostram que o número de novas infecções por HIV no Brasil aumentou em 2023, com 46.495 casos notificados, um aumento de cerca de 2 mil em relação ao ano anterior. Mais de 40% das novas infecções ocorreram em homens de 20 a 29 anos. Apesar do aumento nas infecções, a mortalidade por aids caiu 32,9% entre 2013 e 2023, refletindo os avanços no tratamento.

A avaliação da Conitec é um passo crucial para a possível incorporação do cabotegravir no SUS, que pode representar um avanço significativo na luta contra o HIV no Brasil.

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