- O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 60% dos principais exames de imagem no Brasil em 2023, somando mais de 101 milhões de procedimentos.
- A proporção de exames por mil usuários é maior entre os beneficiários de planos de saúde privados. Em 2014, o SUS realizou 634,41 exames por mil usuários, enquanto os planos privados fizeram 1.323 procedimentos.
- Apesar de uma melhora na proporção de exames no SUS entre 2014 e 2023, a desigualdade persiste. A desigualdade é maior em exames como ressonância magnética e mamografia, com os usuários de planos privados realizando 13,13 e 3,54 vezes mais, respectivamente, do que os usuários do SUS.
- A desigualdade é menor no raio-x, com um IDPP (Indicador de Desigualdade Público/Privado) de 1,36. A maior desigualdade está na ressonância magnética, com um IDPP de 13,13.
- O Brasil tem 27 aparelhos de ultrassom e 16 de raio-x a cada 100 mil habitantes. Por outro lado, há apenas 3,38 tomógrafos, 3,21 mamógrafos e 1,69 equipamentos de ressonância. A Região Sudeste tem a maior quantidade de aparelhos, enquanto o Nordeste tem o menor acesso a tomógrafos e mamógrafos.
Desigualdade em Exames de Imagem no Brasil
O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 60% dos principais exames de imagem no Brasil em 2023, somando mais de 101 milhões de procedimentos. No entanto, a proporção de exames por mil usuários mostra que o acesso é ainda maior entre os beneficiários de planos de saúde privados. Em 2014, o SUS realizou 634,41 exames por mil usuários, enquanto os planos privados fizeram 1.323 procedimentos.
Desigualdade Persistente
Apesar de uma melhora na proporção de exames no SUS entre 2014 e 2023, a desigualdade persiste. O estudo do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem revela que a desigualdade é maior em exames como ressonância magnética e mamografia. Os usuários de planos privados realizaram 13,13 e 3,54 vezes mais esses exames, respectivamente, do que os usuários do SUS.
Exames de Imagem por Tipo
A análise dos dados mostra que a desigualdade é menor no raio-x, com um IDPP (Indicador de Desigualdade Público/Privado) de 1,36. A maior desigualdade está na ressonância magnética, com um IDPP de 13,13. No entanto, a densidade de ressonâncias no SUS mais do que dobrou entre 2014 e 2023, saindo de 6,07 para 13,80 exames por mil pessoas.
Disponibilidade de Equipamentos
O Atlas da Radiologia no Brasil 2025 também aponta diferenças regionais e de complexidade na disponibilidade de equipamentos. O país tem 27 aparelhos de ultrassom e 16 de raio-x a cada 100 mil habitantes. Por outro lado, há apenas 3,38 tomógrafos, 3,21 mamógrafos e 1,69 equipamentos de ressonância. A Região Sudeste tem a maior quantidade de aparelhos, enquanto o Nordeste tem o menor acesso a tomógrafos e mamógrafos.
Desigualdade na Oferta de Equipamentos
O estudo também calculou o IDPP da oferta de equipamentos. A maior diferença foi encontrada nos aparelhos de ultrassom, com 3,74 vezes mais nos serviços privados do que no SUS. A menor diferença está no raio-x, com um IDPP de 2,34.
Conclusão
A análise mostra que, apesar de melhorias, a desigualdade em exames de imagem no Brasil persiste, especialmente em exames mais complexos e importantes para a saúde. A disponibilidade de equipamentos também é desigual, com diferenças significativas entre as regiões e entre o SUS e os planos de saúde privados.
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