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Avanços e tradição fortalecem saúde indígena no Brasil

Inauguração do SAMUi e Centro de Referência em Saúde Indígena em Surucucu. Programa Agora Tem Especialistas atendeu 14 mil pessoas em Tabatinga. Investimento de R$ 256 milhões na terra Yanomami melhorou saúde infantil e reduziu óbitos.

Foto: arquivo pessoal
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  • Há mais de uma década, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cuidados exclusivos aos povos indígenas, que representam cerca de 1,6 milhão de pessoas no país.
  • O Ministério da Saúde investiu em infraestrutura e formação de profissionais para atender essa população.
  • Recentemente, foram inaugurados o primeiro Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Indígena (SAMUi) e o primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena em Surucucu.
  • O programa Agora Tem Especialistas registrou 14 mil atendimentos na Aldeia Belém dos Solimões, em Tabatinga (AM).
  • O investimento de mais de R$ 256 milhões na terra Yanomami resultou em melhorias significativas na saúde infantil e redução de óbitos.

Avanços no Sistema Único de Saúde para Povos Indígenas

Há mais de uma década, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece políticas e cuidados exclusivos aos povos indígenas, que representam cerca de 1,6 milhão de pessoas no país. O Ministério da Saúde tem investido em infraestrutura e formação de profissionais para atender essa população. Recentemente, foram inaugurados o primeiro Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Indígena (SAMUi) e o primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena em Surucucu.

O programa Agora Tem Especialistas registrou 14 mil atendimentos na Aldeia Belém dos Solimões, em Tabatinga (AM). O investimento de mais de R$ 256 milhões na terra Yanomami resultou em melhorias significativas na saúde infantil e redução de óbitos.

Infraestrutura e Atendimento

O SAMUi, inaugurado em Dourados (MS), funciona 24 horas e já atendeu mais de 150 pessoas em um mês. O projeto-piloto conta com profissionais de saúde bilíngues, fluentes em português e guarani. O programa Agora Tem Especialistas, lançado para reduzir o tempo de espera para consultas, exames e cirurgias no SUS, também contempla os territórios indígenas.

Integração de Medicinas Tradicionais

A enfermeira Mack Ssey Bayby de Souza Cupudunepa destaca o reconhecimento às medicinas indígenas nas unidades hospitalares. “Desde que haja respeito mútuo, a junção de saberes pode contribuir para salvar vidas”, afirma. O Programa Articulando Saberes em Saúde Indígena (PASSI) busca fortalecer e integrar as medicinas tradicionais indígenas à Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI).

Resultados Positivos

Em janeiro de 2023, o Ministério da Saúde decretou Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) na terra Yanomami. Dois anos depois, os esforços da pasta apresentam avanços significativos. Foram mais de R$ 256 milhões investidos, com reabertura de 100% dos 37 polos-base, obras em andamento na Casai Yanomami e a construção do primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena em Surucucu.

O aumento no número de profissionais e busca ativa resultaram em melhorias na nutrição infantil e nos indicadores de saúde com a queda de 44,9% nos óbitos gerais, redução de 45,5% nos óbitos por infecções respiratórias agudas, 73,7% nos óbitos por desnutrição e 66,7% nos óbitos por malária.

Declaração do Secretário

Para o secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, o SUS é um patrimônio do povo brasileiro. “Avancamos em infraestrutura, monitoramento, equipes multidisciplinares, formação de profissionais indígenas e, principalmente, na participação social. Hoje falamos em uma saúde indígena feita por indígenas e para indígenas”, reforça.

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