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Covid-19 responde por 50% das mortes por vírus respiratórios em quatro semanas

Covid-19 é responsável por 50,9% das mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave nas últimas quatro semanas, alerta boletim da Fiocruz.

© Tony Winston/Agência Brasília
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  • A Covid-19 continua a ser uma preocupação significativa para a saúde pública no Brasil.
  • O boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que a doença foi responsável por 50,9% das mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas quatro semanas, entre 31 de agosto e 27 de setembro.
  • O aumento de casos graves é mais notável em Goiás, no Distrito Federal e no Espírito Santo.
  • A pesquisadora Tatiana Portella destacou que o crescimento dos casos de SRAG está relacionado à infecção pelo coronavírus e a uma segunda temporada atípica do vírus influenza A.
  • Em 2025, o Brasil registrou 11.161 óbitos de SRAG, sendo 5.798 (51,9%) positivos para algum vírus respiratório. A vacinação é recomendada como principal forma de proteção.

A Covid-19 continua a ser uma preocupação significativa para a saúde pública no Brasil. Recentemente, o boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou que a doença foi responsável por 50,9% das mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas quatro semanas, entre 31 de agosto e 27 de setembro. O aumento de casos graves é especialmente preocupante em Goiás, no Distrito Federal e no Espírito Santo.

De acordo com a pesquisadora Tatiana Portella, o crescimento dos casos de SRAG está diretamente relacionado à infecção pelo coronavírus. Além disso, uma segunda temporada atípica do vírus influenza A também tem contribuído para o aumento das hospitalizações. No mesmo período analisado, as causas dos óbitos por SRAG foram divididas em 25,7% por rinovírus, 15,8% por influenza A, 5% por vírus sincicial respiratório (VSR) e 1,8% por influenza B.

Aumento de Casos e Recomendações

Ao longo de 2025, o Brasil já registrou 11.161 óbitos de SRAG, sendo 5.798 (51,9%) com resultado positivo para algum vírus respiratório. A pesquisadora ressalta a importância da vacinação, que é a principal forma de proteção contra casos graves e mortes. “Pedimos que as pessoas, especialmente os grupos de risco, verifiquem se estão com a vacinação em dia”, afirmou Portella.

O alerta é claro: em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é que o indivíduo permaneça em casa ou utilize uma máscara ao sair. A situação atual exige atenção redobrada, especialmente com a combinação de vírus respiratórios circulantes.

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