- A participação e o controle social são fundamentais na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e o Ministério da Saúde tem promovido ações para fortalecê-los.
- A 6ª Oficina Mobilização Social por uma Atenção Primária à Saúde (APS) Mais Forte ocorreu no Rio de Janeiro, reunindo 100 representantes de diversos estados.
- O evento abordou temas como a saúde da população negra e o combate a endemias, destacando a necessidade de ouvir as demandas locais para políticas efetivas.
- Um estudo revelou que 63,7% das Unidades Básicas de Saúde (UBS) não possuem conselhos locais ativos, mas 52,1% dos agentes comunitários de saúde incentivam a participação da comunidade.
- A próxima oficina será em Porto Alegre, com a expectativa de reunir pelo menos 100 participantes, e as contribuições serão usadas para aprimorar as políticas nacionais de saúde.
A participação e o controle social são essenciais na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na atenção primária. O Ministério da Saúde tem promovido ações para fortalecer esse envolvimento em todo o Brasil. Recentemente, a 6ª Oficina Mobilização Social por uma APS Mais Forte ocorreu no Rio de Janeiro, reunindo 100 representantes de diversos estados.
O evento abordou temas cruciais, como a saúde da população negra e o combate a endemias. A assessora técnica da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Yana Almeida, destacou que é necessário ouvir as demandas locais para que as políticas sejam efetivas. A conselheira Nacional de Saúde, Heliana Hemetério, enfatizou a importância da diversidade nas representações, incluindo mulheres e pessoas LGBTIA+.
Desafios e Propostas
A participação social no SUS enfrenta desafios. Um estudo recente revelou que 63,7% das Unidades Básicas de Saúde (UBS) não possuem conselhos locais ativos. Apesar disso, 52,1% dos agentes comunitários de saúde mobilizam a comunidade para participar. A oficina visa contribuir com a campanha do Conselho Nacional de Saúde, que incentiva a criação e fortalecimento desses conselhos.
Bruna Rodrigues Melo, conselheira de saúde em São Paulo, ressaltou a importância de um conselho ativo para levantar demandas da população e fiscalizar as gestões. Em Belo Horizonte, a capacitação de conselheiros é uma prioridade, com uma meta de treinar 600 conselheiros por ano.
Próximos Passos
A oficina no Rio de Janeiro foi a última do Sudeste, com um total de cerca de 700 participantes em eventos realizados nas cinco regiões do Brasil. A próxima oficina será em Porto Alegre, com a expectativa de reunir pelo menos 100 participantes. As contribuições coletadas serão utilizadas para aprimorar as políticas nacionais de saúde e lançar um documento orientador para conselheiros em todo o país, visando fortalecer a interação entre comunidade, gestores e profissionais de saúde.
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