Em Alta NotíciasPessoasConflitosAcontecimentos internacionaisPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Psicologia afirma que pais superprotetores podem criar filhos mimados

Especialistas dizem que hiperparentalidade reduz autonomia e tolerância à frustração, deixando crianças mais vulneráveis em relações futuras

pais e filhos
0:00
Carregando...
0:00
  • Especialistas discutem a hiperparentalidade, prática de criar os filhos com alta proteção e monitoramento para evitar frustrações.
  • A psicóloga Juliana Gebrim afirma que esse estilo pode impactar como as crianças lidam com limites e desafios.
  • O padrão é visto como uma forma de compensação por experiências anteriores dos pais, mas pode passar do ponto e impedir vivenciar frustrações importantes.
  • Entre os impactos, destacam-se baixa tolerância à frustração, dificuldade em lidar com perdas e menor autonomia para tomar decisões.
  • O equilíbrio entre afeto, limites claros e consistentes é considerado essencial para evitar que crianças se tornem excessivamente dependentes ou vulneráveis em relações futuras.

A psicologia aponta que pais superprotetores podem favorecer filhos “mimados” apenas em parte, dependendo do equilíbrio na criação. A ideia de hiperparentalidade ganha espaço como estilo de educação com alta proteção e monitoramento constante. A intenção é evitar frustrações, mas especialistas alertam para impactos no desenvolvimento emocional.

De acordo com a psicóloga clínica e neuropsicóloga Juliana Gebrim, o excesso de proteção pode moldar a forma como crianças encaram limites e desafios. Ela explica que muitos pais, ao oferecer melhores condições, tentam evitar que os filhos sintam qualquer frustração.

Esse padrão é visto como um movimento de compensação: quem não teve determinadas experiências, busca proporcioná-las aos filhos. O problema aparece quando a proteção passa do ponto e impede que a criança vivencie frustrações e aprendizados importantes.

A especialista ressalta que o quadro não é homogêneo. Há famílias que mantêm educação afetuosa com limites claros, o que reduz a tendência à superproteção. Por outro lado, há casos em que a compensação se torna mais evidente.

Essa percepção de crianças mais “mimam” envolve, segundo Gebrim, uma combinação de fatores geracionais e mudanças reais na educação. Muitos pais acabam compensando experiências do passado na criação dos filhos.

Entre os impactos observados, destaca-se a baixa tolerância à frustração. Crianças superprotetoras podem ter dificuldade em lidar com perdas, com o não e com situações naturais da vida.

Também podem apresentar menor autonomia, com dificuldade para tomar decisões e enfrentar desafios. Relacionamentos futuros podem ficar impactados, pois algumas crianças passam a ter dificuldade de impor limites e de dizer não.

Gebrim enfatiza a importância do equilíbrio entre acolhimento e limites. Em ambientes seguros, a criança pode aprender a lidar com frustrações de forma saudável, sem abrir mão da proteção necessária.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais