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O que está por trás de elogios à magreza de alguém?

Psicanalista explica que elogiar a magreza funciona como domínio sobre o corpo e alimenta o padrão estético que se perpetua até pela farmacologia

Wellness — Foto: Getty Images
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  • A psicanalista Bianca Barki explica que o corpo feminino magro funciona como metáfora de autocontrole e contenção imposto pela cultura.
  • A magreza extrema retorna como estética valorizada, associada à disciplina e ao espaço que o corpo ocupa nas passarelas e redes sociais.
  • A filósofa Susan Bordo aponta que o corpo magro representa domínio sobre si e exigeções da sociedade ocidental que atravessam gerações.
  • Canetas emagrecedoras, criadas para diabetes, ganharam uso entre mulheres sem indicação clínica, revelando a continuidade do ideal por meio de tecnologia.
  • Freud associa essa busca ao impulso de autodestruição, com elogios sociais reforçando o caminho, que só pode mudar se alguém rejeitar os parabéns.

A psicanalista Bianca Barki analisa como a magreza feminina funciona como metáfora de autocontrole e contenção, impostas pela cultura às mulheres. Em consultas, a fala recorrente de pacientes é a de precisar perder mais peso, mesmo quando o corpo já está próximo do mínimo.

A discussão destaca que a estética da magreza ganhou nova embalagem desde os anos 90, quando a “heroin chic” era valorizada. Hoje, o corpo que ocupa menos espaço continua sendo o mais admirado, em meio a cobranças de perfeição.

A autora recorre a pensadoras como Susan Bordo para explicar o papel social do corpo magro. Segundo a leitura, a cultura insiste em exigir domínio sobre si mesmo, o que se reflete em campanhas e anúncios que associam disciplina a elogios.

Um canal recente dessa continuidade é o uso de canetas emagrecedoras, originalmente criadas para diabetes. Sem indicação clínica, chegam a circular entre mulheres como forma de alcançar resultados mais rápidos, sem visibilidade do custo.

Essa dinâmica é apontada como expressão de uma pulsão de morte, segundo a psicanálise, que mobiliza escolhas e repetição de hábitos autodestrutivos sob aprovação social. O questionamento simbólico permanece sem urgência.

Especialistas indicam que, para reapropriar o desejo pelo corpo, é necessário recusar o elogio fácil em momentos de crise identitária. O caminho proposto envolve reflexão sobre as expectativas impostas e o próprio bem-estar.

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