- Anne-Laure Le Cunff, ex-funcionária do Google, lançou a Ness Labs e escreveu o livro Pequenos experimentos — Práticas para viver melhor em um mundo obcecado por metas.
- Ela defende a “mentalidade experimental”: guiar a vida pela curiosidade, aceitar incerteza e ajustar rotas conforme surgem evidências.
- A proposta é substituir metas rígidas por ciclos curtos de ação, observação, reflexão e ajuste, com experimentos práticos no dia a dia.
- Exemplos: começar com caminhadas de dez minutos após o almoço para avaliar impacto no humor e na rotina; usar a procrastinação como diagnóstico para testar mudanças no ambiente, tempo ou formato da tarefa.
- A ideia é transformar sucesso como processo dinâmico de aprendizado, abandonando previsões de longo prazo e adotando pactos de curto prazo.
Anne-Laure Le Cunff, neurocientista franco-argelina, saiu do Google há cerca de uma década para criar o Ness Labs, hub de conteúdo sobre bem‑estar e aprendizado. Hoje, ela defende uma abordagem baseada em experimentos, não em metas fixas.
A história começou após um diagnóstico de risco de vida. Em meio ao susto, ela percebeu que estava presa à rotina e a regras de trabalho. Decidiu então testar um modelo mais flexível de crescimento pessoal, registrando resultados ao longo do caminho.
O blog de Le Cunff ganhou fãs e, com eles, surgiu o Ness Labs, que hoje reúne cerca de 100 mil pessoas. A obra resultante, Pequenos experimentos — Práticas para viver melhor em um mundo obcecado por metas, foi lançada no Brasil pela editora Objetiva.
A autora propõe a ideia de mentalidade experimental: ver a vida como uma sequência de ciclos de ação, observação, reflexão e ajuste. Em vez de grandes planos, sugere microexperimentos que revelam o que funciona na prática.
Entre os exemplos, está testar uma carreira diferente conversando com profissionais de áreas distintas por semanas, para transformar dúvidas em informações úteis. O objetivo é transformar decisões em aprendizado progressivo.
A obra apresenta ferramentas para reduzir a pressão por resultados, indo além da autoajuda. Le Cunff, que atua no King’s College London, destaca que a experimentação é natural à evolução e à aprendizagem, não apenas a um método científico.
Para aplicar a ideia, a autora sugere iniciar com atividades simples, como caminhadas de dez minutos após o almoço, para observar impactos no humor e na rotina. Pequenos passos podem orientar mudanças maiores ao longo do tempo.
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