- A dentista Cristina Miura mudou a forma de abordar quem fuma, destacando que o desafio está em quem tenta parar e não em quem não consegue.
- Ela explica que a nicotina causa vasoconstrição, reduz oxigênio nas células e faz com que a gengiva pare de sangrar, o que pode ocultar problemas e levar à perda óssea.
- Um exemplo citado mostra que parar pode trazer mais disposição: caminhar cerca de vinte minutos diários substitui o efeito do cigarro e ainda melhora imunidade, inflamação e coração.
- O adesivo ajuda a tratar a nicotina, mas não o motivo que leva a fumar; é preciso entender se é ansiedade, estresse ou hábito e buscar apoio, incluindo terapia.
- O texto incentiva a pensar no amanhã, não incentivar cigarros/vapes, e compartilhar a mensagem com amigos para cuidar da saúde e do sorriso.
A dentista Dra. Cristina Miura comenta que a comunicação sobre parar de fumar precisa ir além de alerta genérico. Em texto recente, ela compartilha aprendizados obtidos no consultório para entender por que muitos tentam e não conseguem largar o cigarro.
A profissional, que atua como periodontista e implantodontista, revela que o cigarro oferece prazer químico imediato, mas esse efeito é passageiro. A repetição da tragada cria um ciclo de dependência que dificulta a interrupção do hábito.
O relato funciona como alerta: o cigarro pode parecer atraente por aliviar a ansiedade momentânea, porém traz consequências mais graves a longo prazo. O objetivo é informar sem exagero, promovendo compreensão sobre a saúde bucal.
Impactos na gengiva e no osso
A nicotina provoca vasoconstrição, reduzindo o oxigênio nas células. Assim, as defesas locais ficam comprometidas e as bactérias avançam. Em contrapartida, a gengiva pode não sangrar, sinal de alerta desligado, o que dificulta a percepção de danos.
Essa dinâmica pode levar à perda óssea de suporte ao dente. Mesmo sem dor imediata, o desgaste ocorre gradualmente, comprometendo a estabilidade de dentes e o aspecto do sorriso.
A dentista ressalta que não é para assustar, mas para orientar: durante avaliação, pergunte sobre danos, histórico de sangramento e possibilidade de doença periodontal associada ao tabagismo.
Caminhos para parar de fumar
Entre as abordagens, a autora aponta que beber água e fazer caminhadas ajudam a eliminar resíduos do cigarro e proporcionam bem-estar real, sem efeitos colaterais financeiros ou de saúde futura.
Outro ponto-chave é identificar o motivo do fumo: ansiedade, estresse ou hábito. A solução envolve diálogo, apoio emocional ou terapia, além de recursos como adesivos, quando indicados, para tratar a nicotina.
A médica reforça que o tratamento farmacológico não substitui o manejo das causas subjacentes do uso de tabaco. Entender o motivo facilita manter a abstinência ao longo do tempo.
A orientação final é evitar atalhos: cigarro e vape não devem ser opções. O foco fica na promoção de hábitos saudáveis que contribuam para a imunidade, a circulação e a saúde bucal.
Sobre a autora
Dra. Cristina Miura, CRO-PR 11500, é cirurgiã-dentista com mestrado em Microbiologia e atuação como professora universitária. Ela também desenvolve o Método dos Dentistas que Salvam Dentes, voltado à preservação de dentes naturais.
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