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Casal questiona se ainda são namorados

Pesquisa revela que 1 em cada três casais se sente desconectado, apesar da felicidade no amor; a gestão excessiva esvazia o erotismo e a vitalidade do relacionamento

Amor Crônico
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  • Pesquisa Raio X da vida afetiva 25–26 ouviu mais de mil brasileiros e aponta que 8 em cada 10 avaliam a felicidade no amor entre 7 e 10, mas 1 em cada 3 sente falta de conexão a dois.
  • O impulso de gerenciar a relação como se fosse uma empresa diminui o erotismo, levando o vínculo a ser visto como parceria ou cronograma, e menos como casal.
  • Os atributos que mais elevam a satisfação conjugal são respeito (47%), parceria (41%) e cumplicidade (37%).
  • Quando a relação funciona mais como cooperação, a presença do desejo diminui e a sexualidade tende a recuar; a presença física não é suficiente se a atenção não for mútua.
  • A pesquisa destaca a importância de manter a intimidade por meio de pausas deliberadas, interrupções criativas e rituais que tragam novidade e presença ao relacionamento.

Ainda não sabemos se somos apenas namorados.

Uma pesquisa com mais de mil brasileiros revela que 1 em cada 3 casais sente falta de conexão, mesmo se declarando feliz no amor. O estudo foi feito entre 25 e 26, com participação de leitores e entrevistas clínicas.

Os dados indicam que 80% dos entrevistados avaliam sua felicidade no amor entre 7 e 10. Mas 33% afirmam sentir déficit de conexão com o parceiro, não apenas como família. A análise é da Raio X da vida afetiva 25–26.

Encantamento não acontece por acaso. O estudo aponta que, para muitos, o que sustenta a relação é a gestão do cotidiano, não a paixão. A pauta mostra equilíbrio entre respeito, parceria e cumplicidade, ainda que isso esvazie o erótico.

A pesquisa alerta para o risco de transformar o vínculo em cronograma. Quando o relacionamento funciona como empresa, a presença do desejo tende a diminuir e a libido pode exigir pausa para reenergizar.

Entre os fatores críticos, a sobrecarga de tarefas e a falta de tempo aparecem como problemas centrais. Mesmo juntos, muitos afirmam não estar plenamente presentes, com comunicação restrita por dispositivos digitais.

A presença ausente aparece como uma das formas mais cruéis de erosão. Em 1 em 4 casos, falta de escuta; em 1 em 5, tratamento de silêncio é citado como dificuldade. O leitor observa: o conjunto atrasa a intimidade.

Os autores ressaltam que não há vitalidade sem interrupções deliberadas. Dedicar tempo para redescobrir o parceiro, cultivar toques e ritualizar momentos pode reacender o desejo e manter a relação saudável.

Esther Perel é citada como referência sobre desejar a vida junto ao parceiro, não apenas a vida a dois. A ideia é criar espaços de alteridade e surpresa dentro da relação, evitando que o cotidiano substitua a paixão.

A conclusão do material é simples: é possível voltar a namorar de forma erótica e curiosa, sem abandonar a parceria. A sugestão é manter o cuidado, a presença e a experimentação como pilares da vida a dois.

Caso haja dúvidas sobre relações afetivas, a autora faz atendimento semanalmente. Interessados podem enviar perguntas à coluna Amor Crônico para colaboração na próxima edição.

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