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Anos de terapia não mudaram meu marido; posso pedir que ele pare?

Leitora propõe limite de um ano à terapia do marido de 87 anos; terapeuta analisa custo, progresso e impacto no casamento, sugerindo negociação.

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  • A leitora questiona se pode exigir que o marido pare a terapia após um ano, diante de custo, falta de progresso e peso financeiro em casa.
  • Ela aponta que ele faz psicoterapia semanal há 17 anos (atual) e que o tratamento antigo não mudou o comportamento dele; o custo atual é significativo mesmo com reembolsos.
  • A terapeuta analisa três pontos: custo, progresso e responsabilidades domésticas, sugerindo avaliar se o orçamento permite manter ou buscar opções mais acessíveis.
  • Discute a possibilidade de considerar medicação para TDAH (transtorno de déficit de atenção sem hiperatividade) com um psiquiatra e, se não for indicada, manter a terapia pode continuar ajudando na regulação emocional e na rotina dele.
  • A terapeuta recomenda observar pequenas mudanças (como ele enviar os pedidos de reembolso) e pensar em soluções práticas para a casa, além de avaliar se é possível aceitar a relação como está ou buscar ajustes, sem culpar a terapia dele.

Uma leitora do The New York Times questiona a terapeuta Lori Gottlieb sobre a duração de uma psicoterapia. O marido, casado há 38 anos, manteve tratamento semanal por 17 anos sem mudanças perceptíveis no comportamento. A paciente envolve questões de ansiedade, procrastinação e indiferença em relação à renda.

Ela relata que o tratamento atual envolve pagamento, reembolsos e gastos consideráveis. Embora o marido já tenha aceitado custos, a leitura aponta desgaste financeiro e uma sobrecarga de responsabilidades domésticas, com a paciente assumindo a maior parte das funções.

A terapeuta analisa três pontos centrais: custo, progresso e responsabilidades. O custo é avaliado pela perspectiva do casal, levando em conta se o orçamento comporta o tratamento. A análise de progresso considera se há melhorias, mesmo que graduais, e se o tratamento está ajudando o marido a lidar com as dificuldades.

Aspectos financeiros

A matéria registra que a terapeuta anterior cobrava apenas o que o convênio reembolsava, o que, segundo a leitora, quase não gerava custos diretos. No tratamento atual, o marido passa a solicitar reembolsos regularmente, o que eleva o gasto total.

A terapeuta aponta que, se o valor remanescente for considerado proibitivo pelo casal, pode ser razoável buscar opções de profissionais com tarifas mais compatíveis ao orçamento. Em caso de não concordância sobre prioridades, a sugestão é alinhar as finanças do casamento.

Progresso terapêutico e opções

Sobre o progresso, a especialista observa que o déficit de atenção sem hiperatividade pode explicar parte do comportamento. Em alguns casos, a medicação para TDAH pode ser indicada, dependendo da avaliação médica, e pode ser um limite a ser estabelecido.

Caso a medicação não seja indicada ou não haja benefício, a terapeuta sugere avaliar se a terapia continua a oferecer suporte útil para o marido, não apenas para reduzir sintomas, mas para lidar com questões como envelhecimento, regulação emocional e vivências significativas.

Envolvimento emocional e decisões

A leitora refere que o marido não discute a terapia, possivelmente por medo de sofrer julgamento. A terapeuta ressalta a importância de compreender o que cada parte busca com o tratamento —autoconhecimento, estrutura emocional ou espaço para falar sobre temas da vida.

Outras sugestões envolvem considerar apoio externo para as tarefas domésticas e financeiras, como a contratação de assistente ou serviço de limpeza, para reduzir a sobrecarga da parceira. A leitura enfatiza que mudanças pequenas podem contribuir para o equilíbrio familiar.

A terapeuta encerra destacando que, aos 87 anos, o marido continua com boa saúde e que a convivência de 38 anos pode exigir ajustes realistas. A recomendação é avaliar o que pode mudar, aceitar limitações e explorar caminhos que preservem o relacionamento sem depender de uma única solução terapêutica.

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