- Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revelou que o consumo abusivo de álcool entre mulheres no Brasil quase dobrou de 2006 a 2023, passando de 7,7% para 15,2%.
- O percentual de homens que consomem álcool abusivamente permaneceu estável em cerca de 25%.
- O aumento do consumo de álcool está relacionado a campanhas publicitárias voltadas para o público feminino.
- A obesidade e a hipertensão também aumentaram, com a obesidade passando de 12,2% para 24,8% entre mulheres e de 11,4% para 23,8% entre homens.
- O diabetes subiu de 6,4% para 11,1% entre mulheres e de 4,8% para 9,1% entre homens, enquanto o tabagismo caiu de 12,4% para 7,2% entre mulheres.
Um novo estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a ACT Promoção da Saúde e o Ministério da Saúde, revela um aumento alarmante no consumo abusivo de álcool entre mulheres no Brasil. Entre 2006 e 2023, a taxa quase dobrou, passando de 7,7% para 15,2%. Em contrapartida, o percentual entre homens permaneceu estável em cerca de 25%.
Os dados foram publicados na Revista Brasileira de Epidemiologia e indicam que o aumento do consumo de álcool está associado a campanhas publicitárias direcionadas ao público feminino. A pesquisadora Deborah Carvalho Malta, da UFMG, enfatiza a necessidade de estratégias de saúde pública que considerem as especificidades de gênero, tanto na identificação de riscos quanto na formulação de ações preventivas.
Além do consumo de álcool, o estudo também aponta um crescimento significativo na obesidade e hipertensão. A prevalência de excesso de peso aumentou de 38,5% para 59,6% entre mulheres e de 47,6% para 63,4% entre homens. A obesidade, definida como um índice de massa corporal (IMC) acima de 30 kg/m², saltou de 12,2% para 24,8% entre mulheres e de 11,4% para 23,8% entre homens.
Outros Fatores de Risco
A hipertensão arterial também apresentou aumento, passando de 25,2% para 29,3% entre mulheres e de 19,3% para 26,4% entre homens. O diabetes também cresceu, com taxas subindo de 6,4% para 11,1% entre mulheres e de 4,8% para 9,1% entre homens. Em contrapartida, o tabagismo teve uma queda significativa, de 12,4% para 7,2% entre mulheres e de 19,3% para 11,7% entre homens.
O estudo, que analisou dados do Vigitel, um inquérito nacional com mais de 800 mil entrevistas, também observou uma diminuição no consumo regular de feijão, um indicador de alimentação saudável, que caiu de 61% para 54,1% entre mulheres e de 73,7% para 63,8% entre homens. A prática de atividade física no lazer, por outro lado, aumentou, passando de 22,1% para 36,2% entre mulheres e de 39% para 45,8% entre homens.
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