Há um ano, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) aprovou os ETFs de Bitcoin (BTC) à vista, um marco histórico que fortaleceu a conexão entre o setor cripto e o mercado financeiro tradicional. Essa decisão resultou em um volume expressivo de capital, com os 12 ETFs acumulando US$ 106,8 bilhões em ativos […]
Há um ano, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) aprovou os ETFs de Bitcoin (BTC) à vista, um marco histórico que fortaleceu a conexão entre o setor cripto e o mercado financeiro tradicional. Essa decisão resultou em um volume expressivo de capital, com os 12 ETFs acumulando US$ 106,8 bilhões em ativos líquidos, representando 5,7% da capitalização total do setor cripto, que é de US$ 3,2 trilhões. Guilherme Sacamone, country manager da OKX Brasil, destacou que essa aprovação simplificou o acesso ao Bitcoin, especialmente para instituições.
O iShares Bitcoin Trust ETF (IBIT), da BlackRock, se destacou ao acumular US$ 53 bilhões em ativos sob gestão no primeiro ano, superando o ETF de ouro da empresa, que possui US$ 50 bilhões. Lucas Santana, analista da Hashdex, observou que a rápida adoção dos ETFs surpreendeu as expectativas do mercado. A Hashdex também possui um ETF à vista de BTC nos EUA, o DEFI, com US$ 14,9 milhões em ativos líquidos.
Apesar do sucesso inicial, o começo de 2025 foi tumultuado, com os ETFs registrando uma entrada líquida de US$ 978,6 milhões em 6 de janeiro, mas enfrentando uma retirada de US$ 583 milhões em 8 de janeiro, a segunda maior desde janeiro de 2024. Essa movimentação ocorreu após o Bitcoin recuar para US$ 91 mil, influenciado por indicadores econômicos dos EUA e pela venda de US$ 6,5 bilhões em criptomoedas apreendidas.
Para 2025, as expectativas permanecem otimistas. Theodoro Fleury, da QR Asset, afirmou que ETFs relevantes geralmente têm um segundo ano de captação ainda melhor. Sacamone reforçou que o mercado de criptomoedas está em desenvolvimento e que há espaço para crescimento, destacando que as criptomoedas e a Web3 oferecem alternativas às finanças tradicionais, alinhadas à origem do Bitcoin como resposta à crise financeira de 2008.
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