Os mineradores de criptomoedas nos Estados Unidos enfrentam atrasos significativos na entrega de novos equipamentos, o que pode comprometer sua competitividade e margens de lucro. Esses atrasos são atribuídos ao aumento da fiscalização da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA sobre remessas da Bitmain Technologies, principal fornecedora de máquinas de mineração, que está sob […]
Os mineradores de criptomoedas nos Estados Unidos enfrentam atrasos significativos na entrega de novos equipamentos, o que pode comprometer sua competitividade e margens de lucro. Esses atrasos são atribuídos ao aumento da fiscalização da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA sobre remessas da Bitmain Technologies, principal fornecedora de máquinas de mineração, que está sob escrutínio devido a tensões comerciais com a China. A situação se agrava com a inclusão da afiliada de inteligência artificial da Bitmain, a Xiamen Sophgo Technologies, na lista negra do Departamento de Comércio dos EUA.
Esses desafios coincidem com os esforços do presidente Donald Trump para obter vantagem comercial sobre a China e incentivar a produção local de equipamentos de mineração. A Bitmain, que detém 90% do mercado de computadores para mineração de bitcoin, já enfrenta tarifas adicionais de 10% sobre importações chinesas. Executivos do setor relatam que a Alfândega dos EUA começou a inspecionar quase todas as máquinas de mineração transportadas por via aérea, exigindo certificados de origem e aumentando o tempo de espera para a entrega.
Empresas como a Bit Digital e uma operação em Oklahoma relatam atrasos na entrega de centenas de máquinas, com algumas retidas por verificações alfandegárias mais rigorosas. O diretor de operações da Luxor Technology, Ethan Vera, destacou que remessas da Bitmain estão sendo alvo de inspeção. Além disso, a cobrança de taxas pela Alfândega pode ultrapassar meio milhão de dólares, dependendo do número de rigs e do tempo de retenção.
A queda na atividade da rede Bitcoin também impacta as receitas dos mineradores, que atualmente obtêm apenas 1,2% de sua receita total com taxas de transação, uma queda drástica em relação ao pico de 75% do ano anterior. A Bitmain, que já havia estabelecido linhas de produção em outros países para contornar tarifas, anunciou a abertura de uma nova instalação nos EUA para melhorar a eficiência de entrega. A crescente complexidade do cenário competitivo, com rivais como MicroBT e Auradine, torna o futuro dos mineradores americanos ainda mais incerto.
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