A World Liberty Financial, empresa de criptoativos ligada à família Trump, está em negociações com a Binance, a maior plataforma de ativos digitais do mundo. O fundador da Binance, Changpeng Zhao, se declarou culpado por falhas em controles antilavagem de dinheiro, permitindo que grupos criminosos usassem seus serviços. As discussões incluem a possibilidade de desenvolver […]
A World Liberty Financial, empresa de criptoativos ligada à família Trump, está em negociações com a Binance, a maior plataforma de ativos digitais do mundo. O fundador da Binance, Changpeng Zhao, se declarou culpado por falhas em controles antilavagem de dinheiro, permitindo que grupos criminosos usassem seus serviços. As discussões incluem a possibilidade de desenvolver uma stablecoin lastreada em dólar, com a World Liberty, que é promovida por Donald Trump e seus filhos desde setembro. Não está claro o estágio das negociações ou se resultarão em transações.
Além disso, a família Trump discutiu a possibilidade de adquirir uma participação na Binance.US. Zhao, que cumpriu uma pena de quatro meses, está buscando um perdão do governo Trump. Recentemente, ele se encontrou com Steve Witkoff, cofundador da World Liberty, em uma conferência em Abu Dhabi. Witkoff, que também atua como enviado do presidente para o Oriente Médio, está em processo de venda de seus criptoativos para evitar conflitos de interesse.
A World Liberty já vendeu US$ 300 milhões em tokens, mas os compradores ainda não podem revendê-los. A empresa, que promete revolucionar o mercado de criptomoedas, é dirigida por empreendedores com históricos questionáveis. Trump e seus filhos recebem 75% da receita líquida da World Liberty, enquanto Witkoff e seus filhos recebem 12,5%. A empresa planeja lançar uma stablecoin, um tipo de criptomoeda que mantém seu valor fixo em dólar, um segmento lucrativo no mercado.
A Binance, que já enfrentou investigações regulatórias, é acusada de permitir transações ilegais, incluindo US$ 898 milhões em transações relacionadas ao Irã. A empresa está sob escrutínio em vários países, incluindo uma investigação de lavagem de dinheiro na França e um processo na Nigéria buscando US$ 80 bilhões por perdas econômicas. Apesar das promessas de melhorias em seus controles, a Binance continua a ser alvo de investigações.
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