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Cientistas descobrem nuvem molecular Eos a apenas 300 anos-luz da Terra

Nova nuvem molecular, Eos, é descoberta a 300 anos-luz da Terra, revelando novas possibilidades sobre a formação de estrelas e planetas.

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Astrônomos descobriram uma nova nuvem molecular chamada Eos, que está a apenas 300 anos-luz da Terra. Essa nuvem é especial porque não emite carbono monóxido, o que dificultou sua detecção até agora. Ela foi encontrada usando luz ultravioleta do hidrogênio, em vez dos métodos tradicionais que buscam carbono monóxido. Eos é enorme, com cerca de 40 vezes a largura da Lua e pesa 3.400 vezes a massa do Sol. Essa descoberta é importante porque permite que os cientistas estudem como as nuvens moleculares se formam e como elas podem dar origem a estrelas e planetas. A nuvem foi detectada por um espectrógrafo em um satélite coreano, e os dados foram liberados em 2023. Essa descoberta surpreendeu os pesquisadores, pois acreditavam já conhecer bem as nuvens moleculares próximas ao nosso sistema solar.

Uma nova nuvem molecular, chamada Eos, foi descoberta a apenas 300 anos-luz da Terra. A descoberta foi publicada na revista *Nature Astronomy* e representa um avanço significativo na compreensão da formação de estrelas e planetas. A nuvem, que não emite carbono monóxido, foi detectada pela primeira vez através da luz ultravioleta do hidrogênio.

A nuvem Eos é imensa, com um tamanho equivalente a 40 luas e uma massa cerca de 3.400 vezes maior que a do Sol. O coautor do estudo, Thomas Haworth, astrofísico da Queen Mary University of London, destacou que a descoberta foi surpreendente, pois a nuvem estava “praticamente em nosso quintal cósmico” e havia passado despercebida.

Tradicionalmente, astrônomos identificam nuvens moleculares por meio de observações de rádio e infravermelho, que detectam a assinatura química do carbono monóxido. No entanto, Eos não possui essa substância em quantidade significativa, o que dificultou sua identificação. A chave para a descoberta foi a análise da luz ultravioleta emitida pelo hidrogênio presente na nuvem.

Detalhes da Descoberta

A detecção de Eos foi possível graças a dados coletados por um espectrógrafo de ultravioleta extremo chamado FIMS-SPEAR, que operou em um satélite coreano. O professor associado Blakesley Burkhart, da Rutgers School of Arts and Sciences, explicou que essa é a primeira nuvem molecular descoberta através da emissão de hidrogênio molecular em ultravioleta.

Burkhart afirmou que a nuvem “brilha no escuro”, permitindo uma nova abordagem para estudar a formação e dissociação de nuvens moleculares. A proximidade de Eos oferece uma oportunidade única para entender como as galáxias transformam gás e poeira interestelar em estrelas e planetas.

A descoberta de Eos surpreendeu a comunidade científica, que acreditava ter um bom entendimento das nuvens moleculares nas proximidades do Sol. A professora assistente Melissa McClure, da Universidade de Leiden, comentou que a presença de uma nuvem tão grande em nosso “vizinhança solar” é intrigante e levanta questões sobre o que mais pode estar oculto em nosso espaço próximo.

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