O Bitcoin ultrapassou os US$ 105 mil recentemente, se aproximando de seu recorde histórico de US$ 109 mil alcançado em janeiro de 2023. Essa alta é diferente das anteriores, pois é sustentada por um cenário econômico mais estável, a entrada de investimentos institucionais e avanços nas regulamentações nos Estados Unidos. Durante um episódio do Podca$t da Empiricus, especialistas discutiram os fatores que impulsionam essa valorização e o futuro das criptomoedas. O Bitcoin mostrou menos volatilidade do que ações de grandes empresas, o que reforça sua imagem como um ativo seguro em tempos de incerteza. Além disso, a recente captação de mais de um bilhão de dólares em ETFs de Bitcoin e a adoção da criptomoeda por várias empresas aumentam sua credibilidade. Dois projetos de lei nos EUA também podem beneficiar o Bitcoin, criando um ambiente regulatório mais favorável. Em contraste, o Ethereum enfrenta dificuldades, com sua dominância em queda e falta de clareza sobre suas funcionalidades, o que faz com que investidores estejam cautelosos em relação a ele.
O Bitcoin (BTC) superou a marca de US$ 105 mil no último final de semana, aproximando-se de seu recorde histórico de US$ 109 mil, alcançado em janeiro de 2023. Essa nova alta é impulsionada por um cenário macroeconômico mais estável, a entrada de capital institucional e avanços regulatórios nos Estados Unidos.
O episódio mais recente do Podca$t, da Empiricus, destacou a valorização do BTC, com análises de especialistas como Larissa Quaresma e Valter Rebelo. Rebelo observou que o BTC apresentou menor volatilidade em comparação com ações de grandes empresas, como Google e Microsoft, durante um período de estresse no mercado. Ele afirmou que o Bitcoin tem se comportado como um “quase hedge geopolítico”, atraindo investimentos em momentos de incerteza.
Fatores que Sustentam a Valorização
A recente valorização do BTC é sustentada por três fatores principais: fluxo de capital, adoção por empresas e um ambiente regulatório favorável. Nos Estados Unidos, a entrada de ETFs de BTC captou mais de US$ 1 bilhão na última semana. Além disso, empresas de diversos países, incluindo brasileiras, estão incorporando a criptomoeda em seus ativos, aumentando a credibilidade institucional.
Do ponto de vista regulatório, dois projetos de lei em tramitação no Congresso americano visam criar um ambiente mais favorável para o setor cripto. A proposta de lei das stablecoins pode aumentar a demanda por Treasuries e facilitar o uso de dólar digital via blockchain. O Genius Act busca regular produtos cripto com foco em prevenção à lavagem de dinheiro e compliance.
Desafios do Ethereum
Enquanto o BTC se consolida, o Ethereum (ETH) enfrenta desafios significativos. Desde 2024, a criptomoeda perdeu 54% de sua dominância em relação ao Bitcoin. Rebelo destacou que os fluxos de ETFs para o ETH estão muito abaixo dos do BTC, o que reflete uma falta de clareza institucional sobre suas funcionalidades. Ele observou que muitas empresas ainda não compreendem completamente o potencial do Ethereum.
Esses fatores foram discutidos no Podca$t, que também abordou as oportunidades no mercado de ações brasileiro, questionando a hesitação dos investidores em participar, mesmo com o Ibovespa atingindo máximas históricas.
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