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Brasil participa de projeto global de mapeamento do céu com supertelescópio no Chile

Brasil se prepara para processar dados do supertelescópio LSST, com R$ 7 milhões da Finep para o IDAC, que inicia operações em junho.

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O Brasil vai receber R$ 7 milhões da Finep para o IDAC, que vai processar dados do supertelescópio LSST, que começa a operar em 16 de junho no Chile. O centro em Petrópolis, ligado ao Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia, será responsável por analisar uma quantidade enorme de dados, cerca de centenas de petabytes, ao longo de dez anos. O supertelescópio, que tem a maior câmera digital do mundo, poderá gerar mais de 200 mil imagens por ano e promete ajudar na descoberta de bilhões de estrelas e galáxias. Cerca de 170 pesquisadores brasileiros participarão do projeto, que também busca garantir recursos para manter a equipe técnica e a operação do centro.

Uma nova era na astronomia brasileira começa em junho, quando o projeto LSST (Legacy Survey of Space and Time) inicia suas operações. O supertelescópio, instalado no Chile, irá mapear o céu do Hemisfério Sul por uma década, focando em energia escura e objetos celestes. O Brasil, por meio do Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA), receberá R$ 7 milhões da Finep para o Centro Independente de Acesso a Dados (IDAC), que será responsável pelo processamento dos dados.

O IDAC, localizado em Petrópolis, terá um papel crucial na análise de centenas de petabytes de dados gerados pelo telescópio. As operações começam no dia 16 de junho, data em que ocorrerá o evento internacional Rubin First Look, com participação do Brasil. O centro está se expandindo para lidar com um volume de dados sem precedentes, prevendo catalogar até 37 bilhões de objetos celestes.

O supertelescópio possui uma câmera digital de 3,2 gigapixels, a maior do mundo, e é capaz de produzir mais de 200 mil imagens anualmente. Estima-se que o projeto permitirá a descoberta de pelo menos 17 bilhões de estrelas e 20 bilhões de galáxias. A colaboração com o Departamento de Energia dos Estados Unidos inclui a criação de uma estrutura que armazene pelo menos 5 petabytes de dados e desenvolva softwares para análise em tempo real.

Cerca de 170 pesquisadores brasileiros estarão envolvidos no projeto, que busca garantir a sustentabilidade e o orçamento necessário para a operação do IDAC. O diretor do LIneA, Luiz Nicolaci da Costa, destaca a importância de manter a equipe técnica, que é fundamental para o sucesso do projeto. O Brasil se junta a um seleto grupo de países com acesso direto a esses dados, o que representa um avanço significativo na pesquisa científica nacional.

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