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Astrônomos observam galáxias em colisão que interrompem formação de estrelas

Astrônomos observam pela primeira vez um "duelo cósmico" entre galáxias, onde um quasar impede a formação de novas estrelas.

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Astrônomos observaram pela primeira vez um evento raro no espaço, onde duas galáxias estão colidindo a mais de 11 bilhões de anos-luz da Terra. Esse fenômeno, chamado de “duelo cósmico”, mostra uma galáxia atacando a outra com radiação intensa de um quasar, que é um núcleo brilhante alimentado por um buraco negro supermassivo. Essa radiação desorganiza as nuvens de gás da galáxia atingida, impedindo a formação de novas estrelas. Os cientistas usaram telescópios avançados no Chile para estudar essa interação, revelando que a galáxia atacada perde sua capacidade de criar estrelas, enquanto o quasar se torna ainda mais poderoso ao absorver gás da galáxia vizinha. Essa descoberta é importante porque mostra, pela primeira vez, como a radiação de um quasar afeta diretamente outra galáxia, algo que antes só era teórico.

Astrônomos observaram pela primeira vez um “duelo cósmico” entre duas galáxias a mais de 11 bilhões de anos-luz da Terra. O fenômeno, descrito em um estudo publicado na revista *Nature*, revela uma galáxia atacando outra com radiação intensa, que impede a formação de novas estrelas na galáxia vizinha.

Os pesquisadores utilizaram telescópios de solo, incluindo o Very Large Telescope (VLT) e o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), para capturar imagens de duas galáxias colidindo a mais de 1,1 milhão de milhas por hora (1,8 milhão de quilômetros por hora). Uma das galáxias possui um quasar, um núcleo galáctico brilhante alimentado por um buraco negro supermassivo, que emite radiação poderosa.

Essa radiação dispersa nuvens de gás e poeira na galáxia vizinha, desativando sua capacidade de formar novas estrelas. “É a primeira vez que conseguimos observar o efeito da radiação de um quasar diretamente na estrutura interna do gás em uma galáxia regular,” afirmou Sergei Balashev, coautor do estudo.

Os cientistas acreditam que eventos como esse eram mais comuns no passado do universo, quando as galáxias estavam mais próximas umas das outras. “Estamos vendo o universo como ele era quando tinha apenas 18% da sua idade atual,” disse Balashev. O impacto entre as galáxias também alimenta o quasar, tornando-o ainda mais ativo.

A pesquisa destaca a importância de observar esses fenômenos para entender a evolução das galáxias. Embora colisões galácticas ainda ocorram, a frequência diminuiu ao longo do tempo. O estudo abre novas perspectivas sobre a formação de estrelas e a dinâmica das galáxias no universo primitivo.

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