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Estudo revela que colisão entre Via Láctea e Andrômeda é menos provável do que se pensava

Estudo recente reduz a probabilidade de colisão entre Via Láctea e Andrômeda para 2% em 4,5 bilhões de anos; fusão com a Grande Nuvem de Magalhães é mais provável.

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Por muito tempo, acreditou-se que a Via Láctea e a galáxia de Andrômeda colidiriam em cerca de 4,5 bilhões de anos. No entanto, novos estudos mostram que a chance de isso acontecer nesse período é de apenas 2%. A probabilidade de uma colisão nos próximos 10 bilhões de anos é de cerca de 50%. Os cientistas também descobriram que a Via Láctea tem mais chances de se fundir com a Grande Nuvem de Magalhães em até 2 bilhões de anos. Essa pesquisa envolveu milhares de simulações e considerou várias variáveis, como a massa e a velocidade das galáxias. Embora a fusão com Andrômeda possa não ocorrer, a colisão com a Grande Nuvem de Magalhães é quase certa, mas seus efeitos seriam menos drásticos. Mesmo que a fusão entre as galáxias aconteça, isso não significaria o fim da Terra, já que o verdadeiro risco para o nosso planeta está relacionado ao futuro do Sol, que deve se tornar uma gigante vermelha em cerca de 5 bilhões de anos.

A chance de colisão entre a Via Láctea e a galáxia de Andrômeda, prevista para ocorrer em cerca de 4,5 bilhões de anos, é agora considerada apenas 2%. Um estudo recente, publicado na revista *Nature Astronomy*, revela que a probabilidade de um encontro entre as duas galáxias ao longo dos próximos 10 bilhões de anos é de 50%.

Os astrônomos analisaram 22 variáveis diferentes, incluindo massas, posições e velocidades das galáxias, utilizando novas observações dos telescópios Hubble e Gaia. O coautor do estudo, Carlos Frenk, da Universidade de Durham, afirmou que a ideia de uma fusão inevitável entre as galáxias é menos certa do que se pensava. “Agora sabemos que há uma boa chance de evitarmos esse destino assustador”, disse Frenk.

Além disso, a pesquisa indica que a Via Láctea tem uma maior probabilidade de colidir com a Grande Nuvem de Magalhães (LMC) em até 2 bilhões de anos. Essa fusão pode provocar mudanças significativas na estrutura da nossa galáxia, especialmente no buraco negro central. O principal autor do estudo, Till Sawala, destacou que, embora a fusão com a LMC seja praticamente certa, seus efeitos seriam menos dramáticos do que um encontro com Andrômeda.

As simulações realizadas mostraram que, em metade dos cenários, as galáxias se aproximam e se afastam várias vezes antes de perderem energia suficiente para colidir. Em outros casos, elas passam uma pela outra sem causar grandes perturbações. Geraint Lewis, professor da Universidade de Sydney, ressaltou a importância dos novos dados, que desconstroem a narrativa de uma colisão inevitável.

Os cientistas também alertam que, mesmo que a fusão entre a Via Láctea e Andrômeda ocorra, isso não significaria o fim da Terra. O verdadeiro risco para o planeta está relacionado ao destino do Sol, que deve se tornar uma gigante vermelha em cinco bilhões de anos, engolindo os planetas mais próximos.

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