A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) investe anualmente R$ 5 bilhões em cibersegurança para combater fraudes financeiras, especialmente relacionadas ao PIX. Em 2025, uma tecnologia desenvolvida por mulheres já evitou R$ 4 bilhões em prejuízos com fraudes. O Banco Central implementará um sistema para prevenir a abertura de contas fraudulentas a partir de 1º de […]
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) investe anualmente R$ 5 bilhões em cibersegurança para combater fraudes financeiras, especialmente relacionadas ao PIX. Em 2025, uma tecnologia desenvolvida por mulheres já evitou R$ 4 bilhões em prejuízos com fraudes. O Banco Central implementará um sistema para prevenir a abertura de contas fraudulentas a partir de 1º de dezembro de 2025.
Cerca de 150 instituições financeiras utilizam uma plataforma que bloqueou mais de 400 mil tentativas de golpes até abril de 2025. Destas, 95% envolviam o PIX. A tecnologia, chamada DeLorean Antifraude Transacional, utiliza inteligência artificial para identificar padrões atípicos e mapeia conexões entre contas suspeitas. Isso ajuda a identificar contas criadas com dados roubados, conhecidas como contas de passagem.
A criação de contas fraudulentas é uma preocupação crescente. O Banco Central, em resposta, introduzirá um sistema que permitirá aos cidadãos informar que não desejam abrir novas contas. A Resolução Conjunta nº 6, de 2023, também prevê o compartilhamento de informações sobre fraudes entre instituições financeiras.
Rafaela Helbing, cientista de dados e CEO da Data Rudder, destaca que as contas laranja apresentam comportamentos padrão, como alta volumetria de transações em curtos períodos, especialmente via PIX. Essas contas geralmente têm saldo médio próximo de zero e são frequentemente utilizadas por pessoas em situação de vulnerabilidade, recrutadas por golpistas.
Dados da Febraban indicam que a utilização ilícita do PIX cresceu 43% em dois anos, resultando em perdas de R$ 2,7 bilhões. Helbing observa que, apesar do avanço tecnológico, os golpes ainda dependem da manipulação do comportamento humano. Técnicas como deep fakes e malwares de celular têm se tornado comuns, aumentando a complexidade das fraudes.
O avanço das iniciativas do Banco Central e a cooperação entre instituições financeiras têm melhorado a identificação de contas falsas. Um dos principais desafios é a ocorrência de falsos positivos, que podem indicar ameaças inexistentes. A calibragem dos sistemas, com base no perfil da instituição, tem se mostrado eficaz na prevenção de fraudes. Em 2023, a Data Rudder recebeu um aporte de R$ 10 milhões em uma rodada de investimentos.
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