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Banco Central dos bancos centrais afirma que stablecoins não são dinheiro real

BIS alerta que stablecoins não são dinheiro de verdade e destaca riscos financeiros e falta de liquidez no sistema monetário atual.

Banco Central abre consulta pública sobre regras para declaração de criptomoedas por empresas (Foto: Reprodução)
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O Bank of International Settlements (BIS) divulgou um relatório afirmando que as stablecoins, como USDT e USDC, ainda não podem ser consideradas dinheiro de verdade. O documento analisa as características das stablecoins e a tokenização de ativos, que pode mudar os pagamentos internacionais. O BIS destaca que, apesar do crescimento dessas criptomoedas, elas não atendem a critérios essenciais para serem classificadas como dinheiro, como unicidade e integridade. O relatório também aponta problemas de liquidez e riscos financeiros, alertando que a expansão das stablecoins pode afetar a soberania monetária, especialmente em países em desenvolvimento. Assim, o BIS sugere que as stablecoins podem ter um papel menor no futuro do sistema financeiro.

O Bank of International Settlements (BIS) divulgou um relatório na última terça-feira, 24, afirmando que as stablecoins ainda não podem ser consideradas dinheiro de verdade. A instituição, conhecida como “Banco Central dos bancos centrais”, destacou que esses ativos não atendem aos critérios essenciais que definem as características monetárias.

O relatório, intitulado “A próxima geração do sistema financeiro e monetário”, analisa as stablecoins e a tokenização de ativos. A tokenização é vista como uma inovação que pode transformar pagamentos internacionais e mercados de valores mobiliários. O BIS observa que as stablecoins, como USDT e USDC, foram criadas para facilitar o acesso ao ecossistema cripto, prometendo valor estável em relação a moedas fiduciárias.

Apesar do crescimento das stablecoins, o BIS ressalta que seu papel no sistema monetário futuro é incerto. A instituição identificou que esses ativos não passam nos testes de unicidade, elasticidade e integridade, fundamentais para a classificação como dinheiro. O relatório critica a falta de um sistema de liquidação robusto, comparando as stablecoins a notas bancárias privadas do século 19.

Além disso, o BIS expressou preocupações sobre a liquidez e os riscos financeiros associados às stablecoins. A instituição alerta que a expansão dessas criptomoedas pode levar à perda de soberania monetária, especialmente em economias emergentes. O relatório conclui que, embora as stablecoins tenham potencial, seu desempenho fraco nos testes sugere que elas podem ter um papel secundário no futuro do sistema financeiro.

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