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Criptoativos apresentam crescimento expressivo no Brasil no primeiro semestre de 2025

O desempenho do bitcoin decepciona em 2025, enquanto o ouro se destaca em meio à desvalorização do dólar e alta da Selic.

Bitcoin (BTC), a primeira criptomoeda do mundo, é uma das mais utilizadas por golpistas com promessa de alta rentabilidade (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)
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O mercado de criptoativos no Brasil começou 2025 com grandes expectativas, mas o desempenho foi abaixo do esperado. O bitcoin subiu apenas 2,2% no primeiro semestre, enquanto o ouro teve um ganho de 14,5%. Apesar de o Brasil continuar entre os dez maiores mercados de criptomoedas, com mais de US$ 10 bilhões movimentados em 2024 e previsão de 120 milhões de investidores até 2030, o interesse pelos criptoativos diminuiu. O dólar, que estava valorizado, desvalorizou mais de 10%, fechando a R$ 5,50, influenciado pela alta da Selic, que chegou a 15% ao ano. Essa situação mostra uma mudança nas preferências dos investidores, que agora buscam mais o ouro em tempos de incerteza. Para o segundo semestre, há otimismo com a adoção do bitcoin por empresas e a regulamentação nos Estados Unidos, mas o cenário continua desafiador.

O mercado brasileiro de criptoativos iniciou 2025 com grandes expectativas, após um crescimento significativo em 2024. No entanto, o primeiro semestre deste ano foi marcado por um desempenho abaixo do esperado, com o bitcoin apresentando uma alta de apenas 2,2%. Essa situação ocorre em um contexto onde o volume de investimentos e o número de investidores continuam elevados, mas o desempenho dos criptoativos não acompanhou o ritmo do ano anterior.

O Brasil se mantém entre os dez maiores mercados globais de criptomoedas, com mais de US$ 10 bilhões movimentados em 2024 e uma previsão de 120 milhões de investidores até 2030. Apesar disso, o bitcoin ficou atrás do ouro, que teve um ganho expressivo de 14,5% no primeiro semestre de 2025. O dólar, que havia encerrado 2024 com uma valorização histórica, desvalorizou mais de 10% no mesmo período, fechando em torno de R$ 5,50.

Cenário Econômico

A desvalorização do dólar foi impulsionada pelo aumento da taxa Selic, que atingiu 15% ao ano, e pela entrada de capital estrangeiro atraído pelos juros altos. Esse movimento reflete um enfraquecimento global do dólar, influenciado por políticas tarifárias dos Estados Unidos. O ouro, tradicionalmente visto como um porto seguro em tempos de incerteza, atingiu recordes históricos tanto em dólares quanto em reais.

A mudança nas preferências dos investidores brasileiros é evidente. Enquanto em 2024 os criptoativos e o dólar lideraram os ganhos, em 2025 o ouro se destaca, beneficiado pelo ambiente internacional e pela instabilidade das moedas.

Expectativas Futuras

Com a volatilidade do mercado, as projeções para os próximos meses são desafiadoras. Axel Blikstad, sócio fundador da B2V Crypto, mantém otimismo para o segundo semestre, especialmente com a adoção do bitcoin por tesourarias de empresas e fundos soberanos. O avanço da regulamentação nos Estados Unidos também contribui para esse otimismo.

Enquanto isso, o ouro reafirma seu papel de proteção em tempos de incerteza, e o dólar continua a flutuar conforme as decisões políticas e econômicas. O cenário atual exige atenção dos investidores, que devem se preparar para um segundo semestre repleto de desafios e oportunidades.

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