- O mercado de stablecoins, atualmente dominado por criptoativos atrelados ao dólar, pode mudar com a pressão de empresas chinesas.
- Gigantes da tecnologia, como JD.com e Ant Group, pedem ao governo chinês a autorização para emitir stablecoins lastreadas no yuan offshore em Hong Kong.
- A proposta visa aumentar o uso global do yuan e diminuir a influência do dólar nas transações digitais.
- Desde 2021, a China proibiu a negociação de criptomoedas, mas essa iniciativa busca reverter essa postura.
- O mercado global de stablecoins é avaliado em aproximadamente US$ 247 bilhões e pode crescer para US$ 2 trilhões até 2028, segundo o Standard Chartered Bank.
O mercado de stablecoins, atualmente dominado por criptoativos atrelados ao dólar, pode passar por mudanças significativas. Gigantes da tecnologia chinesa, como JD.com e Ant Group, estão pressionando o governo para permitir a emissão de stablecoins lastreadas no yuan offshore em Hong Kong. Essa iniciativa visa aumentar a utilização global do yuan e reduzir a influência do dólar nas transações digitais.
Desde 2021, a China proibiu a negociação de criptomoedas, mas a proposta das empresas busca reverter essa postura. A ideia é lançar stablecoins em Hong Kong, que é uma versão da moeda chinesa utilizada fora da China continental. O movimento ocorre em um momento em que Hong Kong compete com os Estados Unidos para estabelecer um marco regulatório para stablecoins, ampliando sua presença no mercado financeiro digital.
Atualmente, o mercado global de stablecoins é avaliado em cerca de US$ 247 bilhões, com projeções de crescimento para US$ 2 trilhões até 2028, segundo o Standard Chartered Bank. Mais de 99% das stablecoins existentes são denominadas em dólar, o que evidencia a necessidade de alternativas, especialmente para exportadores chineses que enfrentam tensões geopolíticas e volatilidade cambial.
As stablecoins oferecem maior estabilidade em comparação com criptomoedas voláteis, como bitcoin e ether, que não estão vinculadas a reservas tradicionais. As maiores stablecoins, como USDT e USDC, são lastreadas em ativos líquidos, proporcionando previsibilidade nas transações. A proposta de emissão de stablecoins atreladas ao yuan pode reconfigurar a estratégia da China para a internacionalização de sua moeda, especialmente em um cenário de crescente digitalização das finanças.
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